"O meu pai morreu como um herói": As palavras do filho do motorista português que perdeu a vida na Suíça

Albino, de 63 anos, estava ao volante quando um homem ateou fogo ao próprio corpo com gasolina dentro do veículo.

13 de março de 2026 às 08:24
Motorista português perdeu a vida na Suíça Foto: Direitos Reservados
Motorista português perdeu a vida na Suíça Foto: EPA

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Há um português entre as seis vítimas mortais do incêndio num autocarro que ocorreu na terça-feira na localidade de Chiètres, perto de Friburgo, na Suíça. Albino R., de 63 anos, natural de Santa Maria da Feira, era o motorista do pesado de passageiros. Albino vivia em Friburgo há vários anos, mas mantinha contacto frequente com a família em Portugal.

O filho, Leandro G., contou que o pai “era alguém que nunca desistia”. Albino é descrito como uma pessoa alegre, sempre presente para a família e para os cinco netos. Leandro diz que, após o autor do incêndio atear as chamas, o pai parou o autocarro, abriu as portas e, em vez de sair rapidamente, preferiu ficar no veículo “para possivelmente ajudar de forma mais eficaz”. “O meu pai morreu como um herói”, afirmou. “É um pequeno consolo e enche-nos de orgulho”, disse o filho, de 42 anos, que recorda a última despedida com o pai, na noite de segunda-feira: “Tem uma boa noite e até amanhã.”

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Numa nota de pesar, o responsável pela empresa de autocarros PostBus descreveu Albino como “um colega valioso e parte da família”.

Segundo as autoridades, o incêndio foi provocado de forma intencional por um homem, de 65 anos, que se imolou no autocarro, acabando também por morrer. O suspeito, residente em Berna, terá entrado no veículo com sacos, espalhado um líquido inflamável sobre o corpo e ateado fogo, afastando as autoridades qualquer motivação terrorista.

Vítimas todas identificadas

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Além de Albino e do homem que se imolou, morreu uma locutora de rádio, de 26 anos, uma mulher de 39 e dois homens de 16 e 29, todos suíços. Entre os cinco feridos estão três homens e duas mulheres. Dois continuam hospitalizados.

Presidente expressa "profunda mágoa"

O Presidente da República, António José Seguro, lamentou a morte de Albino e manifestou “profunda mágoa, apresentando as suas condolências às famílias das restantes vítimas”. Também o MNE lamentou a morte do português.

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