Operação contra quadrilha nigeriana de raptores faz 200 mortos
Em dezembro, as autoridades nigerianas garantiram a libertação de vários alunos e professores que tinham sido sequestrados em novembro de uma escola católica.
De acordo com a BBC, mais de 200 suspeitos de integrarem uma quadrilha armada no centro da Nigéria foram mortos desde sábado numa operação que ainda está ativa.
A ofensiva em larga escala, que envolveu diversas agências, começou no sábado e também resultou em prisões, segundo informou à BBC o assessor de imprensa do governo do estado de Kogi, sem especificar um número.
Imagens partilhadas com a BBC pela polícia de Kogi, filmadas através de um helicóptero, mostram chamas a consumir uma habitação numa área de densa floresta.
Durante anos, membros de gangues criminosos têm realizado raptos e assassinatos para obter resgates, visando sobretudo pessoas no noroeste do país, mas, mais recentemente, têm-se deslocado para outras regiões do país.
Esta operação surge na sequência de uma onda de raptos em massa, incluindo ataques a escolas, que estão a preocupar e a levantar uma onda de indignação no país africano, que levaram já o governo a aumentar os níveis de segurança
Em dezembro, as autoridades nigerianas garantiram a libertação de vários alunos e professores que tinham sido sequestrados em novembro de uma escola católica.
O ataque foi levado a cabo por "suspeitos de terrorismo", de acordo com as autoridades. Alguns dos estudantes conseguiram fugir no momento em que os homens armados irromperam pela escola. Relatos dos populares deram conta de momentos de "pânico e confusão", em que as crianças tentavam dispersar e os "ataques continuam a mover-se com os alunos para zonas de mato", referiu a Associated Press.
A Nigéria enfrenta múltiplas crises de segurança, com 220 milhões de habitantes do país divididos entre seguidores das duas religiões, sendo os muçulmanos maioria no norte, apontam dados da BBC.
O pagamento de resgates já foi proibido numa tentativa de cortar o fluxo de dinheiro para grupos criminosos, mas sem impacto significativo.
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