Polícia assassinada em Paris

Jovem agente da polícia municipal abatida com tiro nas costas, menos de 24 horas depois do ataque ao ‘Charlie Hebdo’.

09 de janeiro de 2015 às 08:30
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O som ensurdecedor das sirenes a tocar trouxe novo sobressalto ao coração dos franceses. Pouco depois das 08h00 (hora local), menos de 24 horas após o ataque ao jornal Charlie Hebdo, no centro de Paris, um tiroteio ontem de manhã matou uma agente da polícia municipal em Montrouge (sul da capital).

Clarissa Jean-Philippe tinha apenas 26 anos. Foi resolver um acidente entre dois carros e acabou por ser atingida a sangue-frio. A jovem polícia morreu pouco depois no hospital, não resistindo aos ferimentos sofridos após ser alvejada com um tiro nas costas. Um funcionário que limpava a rua foi também atingido. Está em estado grave.

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Nos rostos de quem passava no local não se conseguia esconder o medo e o terror de um novo ataque violento que colocou a capital francesa em alerta máximo. Em poucos minutos juntaram-se centenas de pessoas no local do tiroteio. Num instante as ruas de Paris tornaram-se caóticas. A polícia cortou vários acessos e lançou-se numa autêntica e nova caça ao homem.

Os esforços para chegar mais perto do local do tiroteio revelaram-se infrutíferos perante o olhar atento dos agentes fortemente armados e com coletes à prova de bala. Uma equipa de elite da polícia francesa invadiu a avenida Pierre Brossolette com um blindado. Dezenas de agentes saíram encapuzados e de metralhadora nas mãos. Várias testemunhas revelaram aos agentes que viram um homem armado com uma pistola-metralhadora e um colete em tudo semelhante aos da polícia. O atirador passou pelo acidente onde estava a agente Clarissa e disparou, ao que tudo indica sem qualquer motivo. Para trás ficou o rasto de sangue e de sentimento de impunidade.

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A polícia investiga agora uma eventual ligação entre os dois atos violentos. 

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