Passageira chegada do Brasil detida em Hong Kong com 3,4 quilos de cocaína
Droga estava na mala de porão da jovem de 23 anos.
A polícia de Hong Kong anunciou este domingo ter detido uma passageira que voou do Brasil para o território com 3,4 quilos de cocaína, no valor de quase 620 mil euros.
A Alfândega de Hong Kong revelou que detetou na sexta-feira uma mulher que chegou ao aeroporto da região chinesa vindo do Brasil através de Istambul, na Turquia.
Os agentes encontraram a cocaína, escondida no interior de duas estátuas, na mala de porão da passageira de 23 anos, disse a Alfândega, num comunicado.
A mulher de 23 anos foi detida e a polícia sublinhou que a investigação está ainda a decorrer.
A Alfândega de Hong Kong prometeu "continuar a aplicar uma abordagem de avaliação de risco e concentrar-se na seleção de passageiros de regiões de alto risco".
O crime de tráfico de droga é punido na região chinesa com uma multa de até cinco milhões de dólares de Hong Kong (550 mil euros) e uma pena de prisão que pode ser perpétua.
Em dezembro, a polícia de Hong Kong anunciou o primeiro caso de tráfico de droga no casco de um navio de longo curso, uma embarcação vinda do Brasil.
Funcionários da Alfândega da região chinesa apreenderam cerca de 417 quilos de cocaína, com um valor de mercado estimado em 256 milhões de dólares de Hong Kong (28,1 milhões de euros).
De acordo com um comunicado, a operação foi levada a cabo em conjunto com o departamento de combate ao contrabando da Alfândega da China continental.
"Através de uma análise de inteligência e de uma avaliação de risco", a polícia de Hong Kong suspeitou que criminosos estariam a usar a estrutura subaquática de um navio com 333 metros de comprimento e 48 metros de largura, que partiu do Brasil, para ocultar droga.
Numa inspeção feita no terminal de contentores de Tsing Yi, a Alfândega de Hong Kong encontrou num compartimento do barco 11 sacos, cada um com entre cinco e dez quilos de cocaína.
Mais tarde, após uma investigação, os agentes policiais detiveram dois homens, de 45 e 37 anos
Numa conferência de imprensa, o chefe do Departamento de Investigação de Drogas da Alfândega disse que a droga foi descoberta com a ajuda de robots submarinos.
De acordo com a imprensa local, Lau Yuk-lung revelou que a cocaína estava escondida num compartimento localizado a uma profundidade de 11 metros abaixo do nível das águas do mar.
A Alfândega acredita que o grupo criminoso pretendia utilizar o navio como um depósito móvel de droga no mar, que poderia distribuir a cocaína por diferentes regiões.
Em 2022, a polícia de Hong Kong apreendeu 16,5 quilos de cocaína em contentores vindos do Brasil, com um valor de mercado de 14 milhões de dólares de Hong Kong (1,8 milhões de euros).
Funcionários da Alfândega da região encontraram a droga, escondida em dois dos 230 fardos de fibras de algodão vindos do Brasil, e, mais tarde, detiveram três suspeitos.
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