Pelo menos 14 civis mortos em ataque com drones de rebeldes no sul do Sudão

Nos confrontos, que decorrem no meio de uma crise humanitária e sanitária, ficaram também feridas 23 pessoas, sete delas crianças.

29 de março de 2026 às 14:45
Militares no Sudão Foto: Hussein Malla Fonte/AP
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Confrontos entre um grupo paramilitar e uma formação rebelde provocaram este domingo 14 mortos, cinco delas crianças, na cidade de Dilling, no estado meridional do Cordofão do Sul, controlado pelo exército sudanês, indicou fonte de uma organização não-governamental.

Num comunicado, a Rede de Médicos do Sudão indicou que as mortes ocorreram num ataque com drones do grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR) ao Movimento de Libertação do Povo do Sudão--Norte (SPLM-N, uma formação rebelde aliada).

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Nos confrontos, que decorrem no meio de uma crise humanitária e sanitária, ficaram também feridas 23 pessoas, sete delas crianças.

Segundo a organização, Dilling foi alvo de intensos bombardeamentos pelo segundo dia consecutivo, no meio de incursões terrestres das FAR e do SPLM-N nos arredores da segunda maior cidade do Cordofão do Sul, onde recentemente o Exército levantou um cerco que durava há mais de dois anos.

Por sua vez, as Forças Armadas sudanesas afirmaram ter repelido um ataque em grande escala dos rebeldes, causando "numerosas baixas", a destruição de 36 veículos de combate e a captura de outros seis, de acordo com um comunicado militar.

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Fontes militares, que solicitaram anonimato, indicaram à agência de notícias EFE que as FAR atacaram com drones também as cidades de al-Duwaym e Kosti, no estado vizinho do Nilo Branco, alvo de numerosos ataques dos paramilitares e do SPLM-N, grupo com o qual estabeleceram uma aliança em 2025.

Tanto as FAR como o Exército sudanês intensificaram o uso de drones nos últimos dois meses, especialmente nas vastas regiões de Darfur - bastião dos paramilitares -- e do disputado Cordofão, o que provocou a morte de dezenas de civis.

As Nações Unidas já tinham alertado para esta tendência crescente, que provocou a morte de mais de 500 civis entre 01 de janeiro e 15 de março, a maioria em três estados da região de Cordofão.

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A guerra iniciada no Sudão em 15 de abril de 2023 provocou a morte de dezenas de milhares de pessoas, o deslocamento de cerca de 13 milhões de outras e transformou o país no cenário da pior crise humanitária do planeta, segundo a ONU.

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