Pelo menos 14 polícias mortos no Paquistão em ataque suicida por dissidentes dos talibãs
Bombista suicida e vários homens armados detonaram um veículo carregado de explosivos perto de um posto de segurança.
Pelo menos 14 agentes da polícia morreram no noroeste do Paquistão, num ataque suicida reivindicado por um grupo dissidente dos talibãs paquistaneses, anunciaram este domingo as autoridades.
Um bombista suicida e vários homens armados detonaram um veículo carregado de explosivos perto de um posto de segurança em Bannu, um distrito da província de Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão, na noite de sábado, disse o responsável policial Sajjad Khan, segundo a agência AP.
O ataque desencadeou um tiroteio intenso e alguns agentes foram mortos no confronto, enquanto outros morreram mais tarde após o desabamento do edifício.
Os socorristas realizaram uma operação de busca que durou horas, utilizando maquinaria pesada, para recuperar corpos debaixo dos escombros, disse Khan, acrescentando que três outros polícias ficaram feridos no ataque.
As forças de segurança também lançaram uma operação para localizar os autores.
Um grupo militante recém-formado, Ittehad-ul-Mujahideen Pakistan (IMP), reivindicou a responsabilidade pelo ataque, numa declaração enviada a jornalistas.
Embora o grupo afirme ter sido formado por fações dissidentes dos talibãs paquistaneses, conhecidas como Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), as autoridades acusaram-no de ser uma fachada para o TTP.
O Paquistão tem assistido a um aumento da violência militante nos últimos anos, grande parte atribuída ao TTP, um grupo separado mas aliado dos talibãs afegãos, que regressaram ao poder no Afeganistão em 2021.
Islamabade acusa frequentemente o Governo talibã do Afeganistão de dar refúgio ao TTP, uma alegação que Cabul nega.
As tensões entre os dois vizinhos persistem, e ambos os lados envolveram-se em combates que mataram centenas de pessoas desde o final de fevereiro.
No início de abril, autoridades afegãs e paquistanesas realizaram conversações de paz mediadas pela China.
No entanto, apesar das negociações, os confrontos esporádicos transfronteiriços continuaram, embora com menor intensidade do que antes.
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