Penas de até 22 anos de prisão para responsáveis de incêndio que matou 242 pessoas em discoteca no Brasil
Na tragédia de 2013 ficaram feridas outras 636 pessoas, muitas delas com sequelas até hoje.
O Tribunal do Júri de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, sul do Brasil, condenou a penas de até 22 anos e meio os quatro acusados pelo incêndio que em 27 de Janeiro de 2013 provocou a morte de 242 jovens na Boate Kiss, na cidade de Santa Maria, a 289 km. Na tragédia ficaram feridas outras 636 pessoas, muitas delas com sequelas até hoje.
O julgamento, que durou dez dias, foi marcado por muita tensão e emoção, com cenas de desespero de familiares de vítimas, sobreviventes e até de arguidos, um dos quais chegou a pedir para ser logo condenado e acabar com o calvário que vive desde a tragédia, sendo chamado de assassino onde quer que vá. Após os jurados considerarem os arguidos culpados de homicídio não intencional, o juiz Orlando Faccini Neto estabeleceu as penas de cada um.
Elissandro Spohr, sócio e gerente da Kiss, o que teve a maior pena, foi condenado a 22 anos e meio de prisão, enquanto o seu sócio, Mauro Hoffmann, apanhou 19 anos e meio. Os membros da banda "Gurizada Fandangueira", que provocaram a tragédia ao acenderem uma tocha no palco que ateou fogo ao forro de espuma do tecto da discoteca, o vocalista Marcelo de Jesus e o técnico de som Luciano Bonilha, foram condenados a 18 anos de prisão cada um.
A maior parte das vítimas morreu porque a Kiss tinha apenas uma saída, que estava bloqueada para ninguém sair sem pagar, e no pânico que se gerou muitos foram pisados pela multidão ou sucumbiram ao denso fumo tóxico da combustão da espuma do tecto. O juiz queria que os condenados, que estavam em liberdade, saissem do tribunal presos, mas um habeas corpus permitiu que os quatro aguardem soltos a tramitação dos recursos.
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