Pequim ameaça União Europeia com retaliação por incluir empresas chinesas em sanções à Rússia
"A China tomará as medidas necessárias para proteger resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas", disse um porta-voz do Ministério do Comércio chinês.
A China ameaçou a União Europeia (UE) de retaliação depois de Bruxelas incluir diversas empresas chinesas na vigésima ronda de sanções devido à invasão da Ucrânia pela Rússia.
"A China tomará as medidas necessárias para proteger resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, e a UE arcará com todas as consequências", disse um porta-voz do Ministério do Comércio chinês em comunicado publicado este sábado à noite no site oficial da instituição.
O porta-voz falou do "forte descontentamento" de Pequim com a decisão e acusou Bruxelas de "ignorar as repetidas queixas e a oposição" do país: "Esta iniciativa da UE contraria o espírito de consenso alcançado pelos líderes da China e da UE e prejudica seriamente a confiança mútua e a relação bilateral".
"A China exige que a UE remova imediatamente as empresas e os cidadãos chineses da lista de sanções (...) e que encontre soluções para suas respetivas preocupações por meio de diálogo e consultas", acrescentou o porta-voz do Ministério do Comércio.
Esta semana, as autoridades da UE revelaram detalhes do mais recente pacote de sanções, que inclui 16 entidades de países terceiros que forneceram sistemas de armas ou bens de dupla utilização (civil e militar) à Rússia.
Bruxelas também visou 28 entidades localizadas na China, incluindo as de Hong Kong, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Tailândia, acusando-as de "fornecer apoio direto ou indireto ao complexo militar-industrial da Rússia" ou de "estarem envolvidas na evasão de sanções".
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