Polícia do Rio de Janeiro matou mais de oito mil pessoas desde 2019

De 2019 até agora, 8119 pessoas foram mortas pelas forças de segurança públicas do Rio de Janeiro,

01 de julho de 2026 às 15:28
Operação policial no Rio de Janeiro Foto: Silvia Izquierdo/AP
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Mais de oito mil pessoas foram mortas durante ações policiais no Rio de Janeiro nos últimos sete anos. Na esmagadora maioria, morreram jovens, negros e até crianças. Os dados foram divulgados esta quarta-feira pela Rede Observatórios, que estuda a letalidade das ações policiais em nove dos 27 estados do Brasil, principalmente contra a população negra, que acaba por ser a mais atingida.

De acordo com o estudo feito pelos investigadores da entidade com base nos registos oficiais das polícias, de 2019 até agora 8119 pessoas foram mortas pelas forças de segurança públicas do Rio de Janeiro, várias em operações suspeitas e questionáveis. Em comparação a 2019, o ano passado, 2025, teve uma acentuada queda no número de mortes, mas comparando com 2023 e 2024 a letalidade policial no Rio de Janeiro voltou a subir e as vítimas continuam a ser, como sempre, maioritariamente jovens negros.

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Das 800 vítimas fatais da polícia fluminense no ano passado, mais da metade, 409, eram jovens adultos entre os 18 e os 29 anos. Além deles, vários menores perderam a vida em grandes operações ou abordagens individuais, incluindo duas crianças com menos de 11 anos, que dificilmente estariam de arma na mão a enfrentar os agentes.

A questão racial é outro fator realçado pela Rede Observatórios, para quem a pele negra é um alvo preferencial das acções da polícia. No Rio de Janeiro, a população negra representa 57,8% da população, mas os negros foram 89,5% das vítimas fatais das acções da polícia, destaca a entidade. 

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