Preços do barril do petróleo Brent a subir 8% após ataques dos EUA e Israel ao Irão

Valores disparam e já ultrapassam os 78 dólares por barril.

02 de março de 2026 às 07:40
Preços do barril do petróleo Brent disparam Foto: Getty Images
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Os preços do petróleo Brent disparavam esta quarta-feira 8%, atingindo os 78,22 dólares por barril, após o ataque dos EUA e de Israel ao Irão e as suas repercussões no Médio Oriente.

De acordo com dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, às 7h00 de segunda-feira (6h00 em Lisboa), o preço do petróleo Brent subiu 8,03% para 78,22 dólares, o seu nível mais elevado desde junho.

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Durante as primeiras horas do dia, como reação inicial aos ataques dos EUA e de Israel ao Irão no último fim de semana, o Brent chegou a atingir um máximo de 82,37 dólares, uma subida de mais de 13%.

Os analistas explicam que, dadas as tensões no Médio Oriente, o foco está no Estreito de Ormuz, por onde passa quase 20% do tráfego global de crude, no meio de receios de que o conflito possa causar uma interrupção no fornecimento.

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Em resposta à guerra no Irão, a Arábia Saudita, a Rússia e seis outros membros da OPEP+ aumentaram no domingo as suas quotas de produção de petróleo em 206.000 barris por dia para o mês de abril, um volume superior ao previsto.

O Departamento de Transportes dos EUA emitiu no sábado uma recomendação aconselhando os navios comerciais a evitarem navegar pelo estreito, pelo Golfo Pérsico, pelo Golfo de Omã e pelo Mar Arábico.

Entretanto, o crude West Texas Intermediate (WTI), a referência dos EUA, subiu mais de 8,42% para 71,62 dólares, nas negociações pré-mercado.

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Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

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