Detido líder militar acusado de comandar "golpe de Estado" na Bolívia

Presidente do país sul-americano denunciou "movimentos irregulares" dos militares.

26 de junho de 2024 às 21:01
Foto: Luis Gandarillas/EPA
La Paz Foto: Luis Gandarillas/EPA
Luis Arce Foto: REUTERS/Anton Vaganov/Pool

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Várias unidades do exército da Bolívia tomaram o edifício-sede do governo, em La Paz, no que pareceu indiciar um golpe de estado naquele país sul-americano. A intentona foi comandada pelo líder dos militares, Juan José Zúñiga, que deslocou várias unidades e carros blindados para o centro da capital. O general acabou por ser detido pelas autoridades, depois de as tropas terem invadido o palácio presidencial. 

Durante a tarde, o presidente da Bolívia, Luis Arce, tinha denunciado "movimentos irregulares" militares em La Paz que coincidiram com o apelo feito pelo ex-presidente do país, Evo Morales, a uma "mobilização nacional para defender a democracia". O antigo presidente acusa Juan José  Zúñiga de liderar esta ação "contra a democracia" do país.

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O general Zúñiga foi destituído do cargo de comandante do Exército esta terça-feira e anunciou que "por enquanto" reconhece Arce como chefe das Forças Armadas, mas que haverá uma troca no Executivo.

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Celinda Sosa, também denunciou à comunidade internacional as mobilizações irregulares de unidades do Exército que "atacam a democracia, a paz e a segurança do país".

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O novo comando militar ordenou que as tropas lideradas pelo general Juan Jose Zuniga regressassem a casa e ao fim de algumas horas, os veículos blindados e os soldados retiraram-se das imediações do palácio presidencial, depois de o presidente Luis Arce ter nomeado novos chefes militares. 

A polícia boliviana também tomou o controlo da situação. 

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