Presidente da Coreia do Sul recusa-se a comparecer às audiências do processo de destituição
Tribunal Constitucional garante que as audiências se irão realizar com ou sem a presença de Yoon Suk-Yeol.
O presidente deposto da Coreia do Sul, Yoon Suk-Yeol, não irá comparecer na primeira audiência do processo de destituição devido a razões de segurança, segundo declarações do gabinete de advogados, avançou o The Guardian.
Yoon tem passado os dias na residência presidencial, protegido por uma equipa de segurança de elite, após ter sido destituído no mês passado por ter declarado a lei marcial.
Desde então, o presidente não tem cooperado com as autoridades na investigação criminal, recusando encontrar-se com os procuradores e evitando os mandados de detenção.
O tribunal constitucional coreano marcou cinco datas para o julgamento, entre 14 de janeiro e 4 de fevereiro, para decidir se seguem ou não com a destituição de Yoon Suk Yeol. As audiências irão realizar-se mesmo na ausência do presidente.
“Surgiram preocupações em relação à segurança e potenciais incidentes. Deste modo, o presidente não conseguirá estar presente no julgamento de dia 14 de janeiro”, declarou o advogado Yoon Kabkeun no domingo. “O presidente está disposto a aparecer assim que as questões de segurança estiverem resolvidas”, garantiu o membro da equipa de defesa de Yoon Suk Yeol.
Yoon também está a ser investigado pelo crime de insurreição, que pode levar a prisão perpétua ou pena de morte. O gabinete anti-corrupção está a planear a próxima tentativa de detenção, que poderá ser a última. Se forem bem-sucedidos, Yoon será o primeiro presidente sul-coreano em funções a ser detido.
Contudo, a defesa do presidente deposto solicitou a anulação judicial do mandado, alegando que só o Ministério Público pode pedir detenção pelo crime de insurreição.
Park Chong-Jun, antigo chefe da equipa de segurança de Yoon, que se demitiu na sexta-feira, disse aos jornalistas que as tentativas de captura não devem ser violentas.
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