Presidente do Equador diz que levantará tarifas impostas à Colômbia em 01 de junho

A medida, duramente criticada por empresários e comerciantes, teve início em fevereiro com uma taxa de 30%, foi posteriormente aumentada para 50% e atingiu os 100% a partir do passado dia 01 de maio.

30 de maio de 2026 às 07:21
Daniel Noboa Foto: Dolores Ochoa/AP
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O Presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou numa conversa com o candidato presidencial colombiano de extrema-direita Abelardo Espriella, que, a 01 de junho, irá suspender os direitos aduaneiros impostos aos produtos colombianos no início do ano.

"A partir de 1 de junho, a taxa de segurança será suspensa e a taxa de segurança será de zero por cento", disse Noboa na conversa com Abelardo de la Espriella, o que o candidato colombiano divulgou nas suas redes sociais esta sexta-feira, dois dias das eleições presidenciais do próximo domingo.

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Noboa explicou igualmente na rede social X que tomou a decisão após conversar com De la Espriella, que lhe pediu para levantar as tarifas, fez questão de "confirmar a sua vontade de impulsionar uma luta real e conjunta contra o narcoterrorismo", e que também acordaram a entrega de criminosos equatorianos que se encontram em território colombiano.

"Chegámos a um acordo com Abelardo de la Espriella para reforçar a cooperação em matéria de comércio, energia e segurança, em benefício de ambos os países", afirmou o Presidente equatoriano.

Por seu lado, De la Espriella garantiu que, caso seja eleito presidente este domingo ou no próximo dia 21 de junho, se houver uma segunda volta, visitará Noboa na fronteira para estreitar as relações bilaterais e reforçar a cooperação entre ambos os países.

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O candidato de extrema-direita ocupa o segundo lugar nas sondagens de intenção de voto, atrás do candidato de esquerda Iván Cepeda, do Pacto Histórico, no Governo, e à frente de Paloma Valencia, uribista.

A decisão surge no meio da disputa comercial que ambos os países mantêm desde o início deste ano, quando Noboa, aliado do Presidente norte-americano, Donald Trump, impôs uma "taxa de segurança" aos produtos colombianos, por considerar insuficientes as medidas do Presidente Gustavo Petro contra o tráfico de droga e outras atividades criminosas na fronteira comum.

A medida, duramente criticada por empresários e comerciantes, teve início em fevereiro com uma taxa de 30%, foi posteriormente aumentada para 50% e atingiu os 100% a partir do passado dia 01 de maio.

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