Primeiro-ministro belga admite que "não há dinheiro" para alívio de crise energética

Governo decidiu alocar toda a receita fiscal extraordinária gerada pelo aumento dos preços da energia para apoiar medidas para as famílias e trabalhadores vulneráveis.

15 de abril de 2026 às 11:51
Bart De Wever Foto: Olivier Matthys/EPA
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O primeiro-ministro belga Bart De Wever, disse esta quarta-feira que o Governo não vai propor novas medidas de alívio económico para a crise energética, alegando falta de margem fiscal, apesar da pressão dos seus parceiros de coligação.

"Não disse que as pessoas não devam ser ajudadas, mas não há dinheiro", alegou o chefe de Governo nacionalista flamengo numa intervenção feita no parlamento federal belga.

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Na semana passada, o Governo decidiu alocar toda a receita fiscal extraordinária gerada pelo aumento dos preços da energia para apoiar medidas para as famílias e trabalhadores vulneráveis que precisam de se deslocar de carro e são os mais afetados pela subida dos preços dos combustíveis.

A ajuda está estimada em cerca de 60 milhões de euros e será temporária.

Esta quarta-feira, na Câmara Baixa, o primeiro-ministro foi questionado sobre a possibilidade de aprovar novas medidas de auxílio, como a redução automática dos impostos sobre os combustíveis quando estes ultrapassam determinados limites, mas recusou a possibilidade.

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O Movimento Reformista, o segundo maior grupo político da coligação governamental, ameaça bloquear qualquer acordo governamental caso o Conselho de Ministros não aprove novas medidas de ajuda económica geral na próxima sexta-feira.

Um dos principais pilares do programa do Governo belga, uma coligação de sete partidos, é a redução do défice público, que a Comissão Europeia estima que atinja os 5,3% em 2025 e 5,5% em 2026 e 5,9% em 2027.

O aumento do custo da energia é um dos impactos mais diretos e severos da guerra no Irão, mas também da guerra na Ucrânia.

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O conflito no Médio Oriente causou uma subida de 27% no preço do petróleo, enquanto os preços do gás dispararam 50%.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a energia fique 19% mais cara no mundo em 2026.

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