Prisão perpétua para marido acusado de estrangular e triturar restos mortais da mulher num liquidificador

Nos primeiros depoimentos o homem alegou ter agido em legítima defesa, algo desmentido pelas perícias. Restos mortais foram encontrados pelo pai da vítima na moradia do casal.

13 de maio de 2026 às 12:49
Marc Rieben, de 43 anos, foi acusado de assassinar a ex-candidata a miss suíça, Kristina Joksimovic, de 38 anos Foto: Rede Social X
Restos mortais de Kristina Joksimovic, de 38 anos, foram encontrados pelo pai da vítima na moradia do casal, em Binningen Foto: Rede Social X

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Marc Rieben, de 43 anos, foi acusado de assassinar a ex-candidata a miss Suíça, Kristina Joksimovic, de 38 anos, tendo-lhe sido decretada a prisão perpétua pelo tribunal suíço. De acordo com a acusação, Rieben estrangulou e esquartejou a esposa, com quem tinha duas filhas. Para o estrangulamento, o homem utilizou uma fita em volta do pescoço da vítima, tentado depois livrar-se do corpo na lavandaria subterrânea da casa onde o casal vivia. A antiga modelo foi "transformada em puré", aponta o relatório da autópsia. Os restos mortais foram encontrados pelo pai da vítima na moradia onde viviam, em Binningen, perto da cidade de Basileia. 

De acordo com o Daily Mail, o casal mantinha uma relação desde 2017 e o crime ocorreu em 2024. Depois de estrangular a mulher, a acusação aponta que Rieben terá utilizado uma serra elétrica, uma tesoura de jardim, uma faca e ainda recorrido a 10 litros de lixívia para triturar o corpo de Kristina num liquidificador doméstico.  

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O julgamento decorreu na segunda-feira, no Tribunal Federal de Lausanne, com o homem a afirmar que a morte de Kristina foi um acidente. “Eu amava a minha esposa com todo o meu coração e acreditava num futuro a dois”, disse Rieben em tribunal. Rieben foi detido um dia depois de os restos mortais da mulher terem sido encontrados. Nos primeiros depoimentos, Rieben indicou ter encontrado a mulher morta na lavandaria e ter ficado em pânico. Algum tempo depois, o homem alegou que cometeu o crime em legítima defesa, depois de ter sido ameaçado pela esposa com uma faca durante uma discussão sobre o divórcio.  

O relatório das perícias forenses indicou não existirem quaisquer indícios que comprovem os depoimentos de Rieben. Os procuradores afirmam que o homem agiu “consciente e intencionalmente, com plena consciência e a partir de uma atitude e mentalidade egoístas, caraterizadas por uma necessidade de controlo, vingança e raiva”, cita o jornal britânico Daily Mail. A acusação aponta ainda que Rieben planeou como poderia livrar-se dos restos mortais da mulher e que existiam relatos de uma conduta violenta desde o início da relação. 

De acordo com as autoridades suíças Marc Rieben "não demonstrou qualquer emoção quando o veredicto" foi lido em tribunal. 

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