Processo de impeachment de Dilma anulado

Presidente interino do parlamento mandou repetir a votação.

09 de maio de 2016 às 16:42
dilma, impeachment, destituição Foto: Fernando Bizerra Jr / EFE
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O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (do Partido Progressista do Maranhão), decidiu nesta segunda-feira anular a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, ocorrida no dia 17 de abril.

O político que substituiu  Eduardo Cunha na condução da câmara baixa do parlamento brasileiro (suspenso por ordem do Supremo Tribunal por estar envolvido num processo de corrupção) acolheu o recurso do advogado do governo, José Eduardo Cardozo para anular a votação.

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Um dos argumentos aceites por Waldir é o de que os deputados votaram sob disciplina partidária, o que não poderia acontecer: "Não poderiam os partidos políticos terem fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro, uma vez que, no caso deveriam votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente", disse o presidente interino, citado pela Globo.

O presidente alega ainda que os deputados não poderiam ter tomado a palavra no momento de votar, devendo apenas dizer "sim" ou "não" e defende que a Presidente deveria ter tido a oportunidade de se defender no Parlamento. 

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A votação será repetida no prazo de cinco sessões legislativas, depois de o Senado (onde o processo se encontrava até hoje) o devolver à Câmara dos Deputados. A votação ocorreu a 17 de Abril e aprovou a destituição de Dilma por 367 votos a favor e 137 contra.

O Senado tinha 180 dias para se pronunciar sobre a destituição da Presidente, mas , com esta nova votação, é provável que, caso o impeachment volte a ser aprovado, o prazo seja alargado.

Dilma pede cautela aos apoiantes

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A presidente Dilma Roussef comentou a decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, aconselhando moderação aos seus apoiantes. "Soube agora da mesma forma que vocês souberam, apareceu nos celulares que todo mundo tem aqui, que um recurso foi aceito e portanto o processo está suspenso. Eu não tenho essa informação oficial. Estou falando aqui porque não podia de maneira alguma fingir que não estava sabendo da mesma coisa que vocês estão. Mas não é oficial, não sei as consquencias. Por favor, tenham cautela. Nós vivemos uma conjuntura de manhas e artimanhas", disse a presidente.

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