Quatro candidatos lutam para suceder a Guterres
Há duas mulheres e dois homens na corrida ao cargo de secretário-geral da ONU.
Quatro candidatos disputam o cargo de secretário-geral da ONU e participam esta semana de audições na Assembleia Geral, um número bem inferior aos 13 concorrentes de 2016, quando António Guterres foi escolhido para liderar.
A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, de 74 anos, foi a primeira a enfrentar os embaixadores dos 193 países-membros da ONU durante uma sessão de perguntas e respostas de três horas que decorreu esta terça-feira. Depois foi a vez do argentino, Rafael Mariano Grossi, de 65 anos, atual chefe da agência nuclear da ONU. Esta quarta-feira é a vez da chefe de comércio da ONU, Rebeca Grynspan de 70 anos, e do ex-presidente do Senegal, Macky Sall, de 64 anos. O cenário global mais polarizado, marcado por guerras, rivalidades geopolíticas e tensões entre grandes potências, reduziu o interesse na disputa entre candidatos e governos, segundo analistas internacionais. Além disso, a perda de influência da ONU, diante de crises como as da Ucrânia e de Gaza, também pesa no processo de escolha. Apesar da pressão internacional para que uma mulher lidere a organização pela primeira vez, o resultado permanece incerto. O peso político e o poder de veto dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança continuam a ser decisivos, tornando a escolha mais complexa e sensível no atual contexto internacional. O segundo mandato de cinco anos de Guterres termina a 31 de dezembro.
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