Quinze candidatos à presidência na mira da Justiça brasileira
Maioria dos nomes está associado a processos judiciais. Corrupção é o principal crime na base das investigações.
Numa situação confrangedora e que torna ainda mais difícil o voto nas presidenciais de outubro, 15 dos 20 candidatos à presidência do Brasil enfrentam processos na justiça. O levantamento foi feito pelo jornal ‘Folha de S. Paulo’ em tribunais de todo o país.
Ao todo, esses 15 candidatos contam com 160 processos pelos mais variados motivos, principalmente corrupção. Uns são investigados, outros denunciados, arguidos ou condenados e, um deles, o ex-presidente Lula da Silva, está preso.
Lula ocupa o lugar de destaque desde que foi detido no passado dia 7 para cumprir uma pena de 12 anos e um mês a que foi condenado por corrupção. Enfrenta, ainda, seis processos por organização criminosa e branqueamento de capitais.
Em segundo lugar está o deputado de extrema-direita Jair Bolsonaro, que foi condenado por crime racial e enfrenta processos por injúria de género e incentivo à violência.
O atual presidente, Michel Temer, que tenta a reeleição, já foi alvo de denúncias da Procuradoria-Geral da República por corrupção. Estes processos foram suspensos temporariamente, por causa da imunidade do cargo. Temer é, ainda, investigado noutros dois inquéritos pelo mesmo crime.
Também na disputa, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmim, enfrenta ações por crimes eleitorais.
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