Aécio Neves constituído arguido por corrupção pelo Supremo do Brasil

Senador foi gravado ano passado pedindo o equivalente a 500 mil euros ao empresário Joesley Batista.

O senador brasileiro Aécio Neves, segundo colocado nas presidenciais de 2014 e até há pouco presidente do Partido da Social Democracia Brasileira, PSDB, foi esta terça-feira constituído arguido por crime de corrupção e obstrução à justiça. A decisão foi da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, a pedido da Procuradoria-Geral da República.

Aécio foi gravado ano passado pedindo o equivalente a 500 mil euros ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, líder mundial na produção de proteína animal, e combinando com ele a entrega do montante em dinheiro vivo a pessoas da sua confiança. Quem fez a gravação foi o próprio Joesley, que nessa altura, ele próprio acusado de corrupção, já colaborava com as autoridades para apontar outros corruptos em troca de benefícios penais.

A gravação chocou o Brasil, tanto pela importância de Aécio Neves na cena política de então, como pelos inúmeros palavrões e gírias de baixo calão que ele, sempre moderado e correto em público, usou na conversa. Após a divulgação da gravação, uma irmã, um primo e um assessor de Aécio foram presos e ele chegou a ser afastado do mandato de senador por 45 dias, mas conseguiu autorização para o retomar.

Por causa do escândalo, ele foi forçado no final do ano passado a deixar a presidência do PSDB. Agora, com a denúncia da PGR aceite pelo Supremo Tribunal, fica ainda mais difícil a sua reeleição para o Senado nas eleições de Outubro.

O senador, que em 2014 enfrentou a então presidente Dilma Rousseff e por muito pouco não foi eleito presidente do Brasil empunhando a bandeira da ética, tem dito que não cometeu crime algum.

Segundo ele, houve realmente o pedido de 500 mil euros, mas não como "luvas" e sim como um empréstimo pessoal para enfrentar dificuldades financeiras vividas naquele momento.

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