Reformar Constituição em Espanha é “tarefa urgente”
Responsável pelo diálogo com a Catalunha diz que é preciso um novo modelo territorial.
A nova ministra da Administração Territorial de Espanha, Meritxell Batet, defendeu este sábado na Catalunha que a reforma da Constituição é uma "tarefa urgente, viável e desejável" porque o modelo territorial negociado em 1978 "está em crise", mas primeiro é preciso restabelecer o diálogo e a confiança.
Falando no seu primeiro ato oficial desde que tomou posse, na quinta-feira, a ministra responsável pelo diálogo com a Catalunha mostrou abertura para abrir conversações sobre a reforma da Constituição como forma de tentar ultrapassar a "crise institucional e, sobretudo, territorial" que o país enfrenta.
A ministra frisou, no entanto, que a reforma "não deverá servir para dividir, mas antes para solucionar a situação atual", numa referência ao desafio independentista da Catalunha. Batet disse ainda que "o primeiro objetivo é o restabelecimento do diálogo como instrumento para as reformas necessárias".
"É preciso respeitar a lei, a Constituição e o Estatuto da Catalunha, mas isso não chega. É preciso escutar as propostas de todas as forças políticas", o que, defendeu, "significa reconhecer a legitimidade da outra parte, admitir que pode ter razão e que é possível chegar a acordo".
PORMENORES
Cidadãos põe condições
O líder do Cidadãos, Albert Rivera, concordou com a necessidade de reformar a Constituição espanhola, "mas para reforçar a nação de cidadãos livres e iguais, e não para inventar uma nação de nações".
"Reforçar a união"
O líder socialista da Catalunha, Miquel Iceta, pediu "coragem e compromisso" ao novo governo espanhol, liderado por Pedro Sánchez, e defendeu que a reforma da Constituição "não deve ser feita a pensar apenas na Catalunha, mas na união de todos os povos de Espanha, que não se querem separar".
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