Reino Unido confirma "suposto ataque com drone" a base britânica no Chipre

Londres aumentou para o "nível mais alto" o dispositivo de proteção na sua maior base na região.

02 de março de 2026 às 07:26
Reino Unido anuncia "suposto ataque com drone" a base britânica em Chipre Foto: Getty Images
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O Reino Unido reagiu a um "suposto ataque com drone", ocorrido esta segunda-feira na base aérea do país no Chipre, informou o Ministério da Defesa britânico, após os ataques israelo-americanos no Irão.

"As nossas forças armadas estão a reagir a um suposto ataque com drones à base da Royal Air Force em Akrotiri, em Chipre, ocorrido à meia-noite" (22h00 de domingo em Lisboa), disse um porta-voz do Ministério da Defesa.

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"O nosso dispositivo de proteção na região está no nível mais alto", acrescentou.

A base de Akrotiri, território britânico ultramarino desde a independência cipriota em 1960, é a maior base militar do Reino Unido na região.

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Londres enviou, recentemente, recursos adicionais para essa base, incluindo sistemas de defesa antiaérea e antidrones, radares e aviões F-35.

«O Reino Unido concordou que os Estados Unidos utilizem bases militares britânicas para atacar locais de mísseis iranianos, anunciou o primeiro-ministro, Keir Starmer, no domingo, afirmando que Londres não participaria em “ações ofensivas no Irão”.

“Todos nos lembramos dos erros cometidos no Iraque e aprendemos com eles”, sublinhou o chefe do Governo britânico.

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Mas “o Irão ataca os interesses britânicos e coloca em grave perigo os seus cidadãos” e os aliados na região, acrescentou Keir Starmer.

“A única forma de pôr fim à ameaça é destruir os mísseis na fonte — nos depósitos de armazenamento ou nos lançadores que servem para disparar esses mísseis”, referiu.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

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