Renasce esperança de vida extraterrestre na Via Láctea
NASA confirma existência de mais de seis mil exoplanetas na nossa galáxia. Alguns podem ser habitados.
A missão TESS permitiu à NASA publicar uma nova imagem da nossa galáxia, a Via Láctea, com milhares de exoplanetas localizados em zonas habitáveis dos seus sistemas solares. Por definição, um exoplaneta é qualquer planeta situado fora do nosso Sistema Solar, ou seja, que orbita uma estrela que não é o Sol.
O telescópio espacial TESS foi lançado em 2018, precisamente com o objetivo de detetar exoplanetas, cuja existência foi confirmada pela primeira vez em meados da década de 1990. Com o recurso a missões como a TESS, a agência espacial norte-americana confirmou a existência, na Via Láctea, de mais de seis mil exoplanetas. Neste mapeamento, há planetas de vários tamanhos - desde pequenos mundos semelhantes a Mercúrio até planetas gigantes maiores que Júpiter e, alguns deles, pela sua localização, oferecem condições que poderiam permitir a existência de água líquida, um fator-chave na procura de vida extraterrestre.
O contacto com esses seres, a existirem, é que não é tarefa fácil. O exoplaneta mais próximo da Terra, com potencial de existência de vida (presume-se que tenha água líquida na sua superfície), orbita a Proxima Centauri, a estrela mais perto do nosso Sistema Solar, a 4,2 anos-luz de distância. Ora, segundo a NASA, a velocidade máxima alcançada por uma nave não tripulada, a ‘Parker Solar Probe’, foi de 700 mil km/h, cerca de 194,44 km/s. Já a velocidade da luz é de aproximadamente 300 mil km/s. A menos que se trate de uma civilização consideravelmente mais avançada que a nossa, que tenha vencido aquela barreira, afigura-se impossível qualquer contacto.
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