Réplica em tamanho real da Casa de Anne Frank vai estar em exposição em Nova Iorque
Expectativa dos criadores é proporcionar aos visitantes uma "experiência imersiva, interativa e cativante".
Uma réplica em escala real do anexo onde Anne Frank e a família permaneceram escondidos mais de dois anos, durante a Segunda Guerra Mundial, vai estar em exposição em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
"Pela primeira vez na história, a Casa de Anne Frank vai apresentar aquilo a que eu chamaria uma experiência pioneira fora de Amesterdão", disse Ronald Leopold, o diretor da Casa de Anne Frank à Associated Press.
"Anne Frank: The exibition" está a ser construída nos Países Baixos e vai ser enviada para o Centro de História Judaica em Manhattan.
A expectativa dos criadores é proporcionar aos visitantes uma "experiência imersiva, interativa e cativante". A exposição vai ser inaugurada a 27 de janeiro, Dia Internacional da Memória do Holocausto, para assinalar o 80.º aniversário da libertação de Auschwitz.
Para além da réplica do anexo, os visitantes vão poder conhecer a história de Anne, desde o período passado na Alemanha, a mudança para os Países Baixos e a decisão de irem para um esconderijo para se protegerem dos nazis.
"O que tentamos alcançar com esta exposição é que as pessoas vejam a Anne não apenas como uma vítima, mas também como uma adolescente, escritora e um símbolo de resiliência e de força. Esperamos que contemplem o contexto que moldou a sua vida", referiu Ronald Leopold.
Recorde a história
Em julho de 1942, Anne Frank, de 13 anos, os pais, Otto e Edith, e a irmã Margo, de 16 anos, esconderam-se num anexo face à ameaça nazi. Uma semana depois, juntou-se a família van Pels - Hermann, Auguste e o seu filho de 15 anos, Peter.
Quatro meses a seguir, Fritz Pfeffer mudou-se para o esconderijo, procurando também escapar à captura pelos ocupantes alemães nazis dos Países Baixos.
As famílias permaneceram no anexo até 1944 quando foram descobertas pela Gestapo. Anne e Margot foram depois transferidas para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde morreram ambas de tifo em fevereiro de 1945.
Otto, o pai, foi a única pessoa do anexo que sobreviveu ao Holocausto e publicou o diário de Anne após a guerra, que se tornou uma sensação editorial em todo o mundo como símbolo de esperança e resistência face à tirania.
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