Rússia prolonga autorização para venda de combustíveis de baixa qualidade

Medida foi originalmente introduzida em outubro de 2025 em resposta à crise de escassez de combustível, após uma onda de ataques ucranianos a depósitos de petróleo.

15 de junho de 2026 às 12:39
Extração de petróleo Foto: Getty Images
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A Rússia prorrogou a permissão para as refinarias russas venderem gasolina e gasóleo de qualidade inferior, noticiou esta segunda-feira o jornal Kommersant, numa altura de escassez de combustível nos postos de abastecimento russos devido aos ataques ucranianos.

A medida foi originalmente introduzida em outubro de 2025 em resposta à crise de escassez de combustível, após uma onda de ataques ucranianos a depósitos de petróleo na Rússia.

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A situação permite que algumas refinarias produzam gasolina com um teor de enxofre até 150 miligramas por quilograma (15 vezes superior ao padrão de emissões europeu Euro-5.

Para o gasóleo, o nível de enxofre permitido é de 350 miligramas por quilograma, 35 vezes superior à norma Euro-5.

Além disso, a gasolina pode conter até 42% de hidrocarbonetos aromáticos, até 1% de monometilanilina (um aditivo para aumentar as octanas) e até 5% de etanol.

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A venda vai ficar restrita ao mercado interno, estando proibida a distribuição nos países da União Económica Euroasiática.

Segundo o jornal Kommersant, o Ministério da Energia da Rússia vai ser responsável por monitorizar a medida.

O jornal russo referiu que a regulamentação, que não foi anunciada publicamente, visa estabilizar o mercado dos combustíveis.

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Desde o final de maio que os postos de abastecimento de combustível russos têm reportado racionamento e restrições na compra de combustível, especialmente na Península da Crimeia, anexada pela Ucrânia, onde ocorrem cortes no abastecimento devido aos ataques ucranianos à rede logística russa.

Face à escassez, que afetou inclusive os postos de abastecimento de combustível da capital, a Rússia aumentou as compras de gasolina à Bielorrússia.

A 01 de abril, a Rússia impôs uma proibição total das exportações de gasolina e restringiu as exportações de gasóleo.

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Os especialistas alertam que os padrões de qualidade mais baixos para a produção de combustível podem representar um risco para os proprietários de automóveis com sistemas modernos de controlo de emissões e electrónica sofisticada, uma vez que a queima deste combustível produz compostos corrosivos que podem acelerar severamente o desgaste do motor.

Ao mesmo tempo, piora a qualidade das emissões dos automóveis que utilizam estes produtos.

Estas medidas foram proibidas em 2016 para cumprir as normas europeias, especificamente em relação às emissões de óxido de azoto.

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