Trump anuncia que EUA vão disponibilizar mais de oito mil milhões de euros para o Conselho de Paz para Gaza
Presidente norte-americano não avançou detalhes sobre a origem do dinheiro ou se o governo o solicitou ao Congresso.
O presidente norte-americano Donald Trump anunciou, esta quinta-feira, que os Estados Unidos vão contribuir com cerca de 8,5 mil milhões de euros para o Conselho de Paz, que o próprio criou. Trump não avançou detalhes sobre a origem do dinheiro ou se o governo o solicitou ao Congresso.
O Conselho de Paz teve esta quinta-feira a sua primeira reunião em Washington, com a participação de líderes e dignitários de mais de 20 países, como Israel, Argentina, Arábia Saudita e Egito.
Presidido de forma vitalícia por Trump, o organismo foi inicialmente apresentado como uma das peças-chave para supervisionar o plano de paz para a Faixa de Gaza, mas o tratado fundador da estrutura acabou por revelar um mandato muito mais vasto, ao propor-se a resolver conflitos armados em todo o mundo e ambicionando tornar-se uma organização alternativa às Nações Unidas.
Trump lançou o Conselho de Paz no Fórum Económico Mundial de Davos, em janeiro, e cerca de 20 países, todos aliados de Washington, assinaram a carta fundadora. Para ter um lugar permanente na organização o preço a pagar é de mil milhões de dólares (cerca de 854 mil milhões de euros).
No seio dos países da União Europeia (UE), vários recusaram o convite de adesão, como foi o caso de França, Espanha ou Suécia, com a Itália, Roménia, Bulgária, Grécia, Eslováquia e Chipre a aceitarem estar como observadores.
Apenas um país da UE -- Hungria -- é membro oficial do Conselho. Portugal, também convidado a aderir, reconhece que o organismo "é perfeitamente enquadrável" sob uma condição: cingir-se ao conflito israelo-palestiniano.
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