Trump sugere que Fed poderá não cortar taxas de juro até fim da guerra com Irão

Redução das taxas de juro é um dos principais objetivos de Donald Trump, sobretudo após a recente nomeação de Kevin Warsh, escolhido por si mesmo, como presidente do banco central dos Estados Unidos.

18 de maio de 2026 às 19:28
Donald Trump Foto: Getty Images
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O Presidente norte-americano sugeriu esta segunda-feira que a Reserva Federal (Fed) poderá ter de esperar até que os Estados Unidos terminem a guerra com o Irão para cortar as taxas de juro.

A redução das taxas de juro é um dos principais objetivos de Donald Trump, sobretudo após a recente nomeação de Kevin Warsh, escolhido por si mesmo, como presidente do banco central dos Estados Unidos.

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"Não se podem analisar os números até que a guerra termine", reconheceu o inquilino da Casa Branca, numa entrevista concedida há uma semana à revista Fortune e esta segunda-feira publicada.

A intenção de Trump de reduzir as taxas de juro para impulsionar a economia norte-americana, algo que levou a intensos confrontos com o presidente da Fed, Jerome Powell, contrasta com o atual cenário de inflação crescente provocada pela pressão nos mercados energéticos resultante do encerramento do estreito de Ormuz e dos efeitos do conflito no Médio Oriente.

Há apenas uma semana, o Gabinete de Estatísticas Laborais do Departamento do Trabalho norte-americano divulgou que a taxa de inflação de abril foi de 3,8%, superior aos 3,3% de março e aos 2,4% de fevereiro.

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Perante este cenário, Trump presume que existe a possibilidade de a Fed não reduzir as taxas de juro na próxima reunião, marcada para 17 de junho, a primeira sob a presidência de Warsh.

A Comissão Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) da Fed decidiu, em abril, manter as taxas de juro na meta de 3,50% a 3,75%, evitando qualquer alteração na política monetária, considerando os efeitos ainda incertos do conflito no Médio Oriente.

Na realidade, três membros do Conselho de Governadores, embora tenham votado contra as alterações das taxas de juro, manifestaram discordância das projeções do FOMC, que apontavam para uma possível redução da taxa de juro diretora em decisões futuras.

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A última vez que tantos membros do órgão de gestão da Fed discordaram foi na reunião de 06 de outubro de 1992.

O duplo mandato da Reserva Federal exige que a instituição procure apostar numa política que vise tanto a estabilidade de preços como o máximo emprego, pelo que o controlo da inflação será um dos maiores desafios de Warsh como novo "guardião do dólar".

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