Trump transforma celebrações do 250.º aniversário dos Estados Unidos em comício
Trump prometeu regressar ao palco no dia 4 de julho, apelando: “O vosso presidente favorito vai falar, por favor apareçam”.
O Presidente norte-americano Donald Trump deu oficialmente início, na quarta-feira à noite, às celebrações do 250.º aniversário dos Estados Unidos com um comício, sobrevoos de bombardeiros, e música de bandas militares.
"Nunca houve nada como os Estados Unidos da América, e juntos estamos a torná-los maiores, melhores, mais fortes e muito mais excecionais do que nunca", afirmou Trump, acrescentando que "ninguém se ri de nós agora".
O chefe de Estado voltou a destacar o endurecimento na fronteira com o México e a oposição aos direitos das pessoas transgénero, mas foi menos crítico dos democratas do que habitualmente.
“O sonho norte-americano voltou a estar vivo”, disse, numa referência ao que classificou como “quatro anos de incompetência” anteriores ao seu regresso à Casa Branca.
O discurso, com menos de meia hora, foi um dos mais curtos da sua carreira política, contrastando com intervenções recentes que ultrapassaram uma hora.
Trump prometeu regressar ao palco no dia 4 de julho, apelando: “O vosso presidente favorito vai falar, por favor apareçam”.
O comício insere-se nas comemorações da fundação de 1776, organizadas como “A Grande Feira Popular Norte-Americana”.
A presença de Trump foi anunciada depois de vários músicos cancelarem atuações por receio de politização do evento. Entre os que discursaram esteve o secretário dos Transportes, Sean Duffy, que classificou Trump como “o maior presidente desde George Washington” (1789-1797).
Trump aproveitou para proclamar “o início da idade dourada da América” e congratulou-se pela captura, em janeiro, do Presidente Nicolás Maduro, na Venezuela, sem mencionar os sismos que atingiram o país na quarta-feira à noite.
O público, limitado a uma secção do Passeio Nacional de Washington, foi animado com bandeiras de cartão distribuídas pelos organizadores e comida típica de feira, entre hambúrgueres e pernas de peru, com muitos dos presentes a usar chapéus “Make America Great Again”.
As celebrações decorrem num contexto político delicado, com as eleições intercalares de novembro no horizonte. Trump procura convencer os norte-americanos de que deixou para trás a guerra com o Irão, com a reabertura do Estreito de Ormuz e a descida dos preços do petróleo. Apesar disso, enfrenta uma taxa de aprovação baixa, de 37%, segundo sondagem da AP-NORC.
Os democratas criticam os gastos em projetos como a remodelação da piscina refletora junto ao Memorial de Lincoln, apontando para a vaidade de Trump em vez da criação de um legado nacional.
A inflação continua elevada e acima do crescimento salarial, mantendo os juros altos. Investimentos em inteligência artificial impulsionam a economia, mas levantam receios de perda de empregos na classe média.
Ainda assim, para muitos, Trump foi a principal atração, com famílias a viajar centenas de quilómetros para assistir ao comício e celebrar o 250.º aniversário do país.
“É uma oportunidade única na vida”, disse Jacob Wankasky, de Buffalo, Nova Iorque, que interrompeu as férias para ver o Presidente.
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