Acusada de homicídio involuntário condutora que matou portuguesa e família em paragem de autocarro em São Francisco
Investigadores consideraram que o acidente não foi resultado de uma falha técnica ou incapacidade da condutora de 79 anos.
A condutora idosa que provocou a morte a uma portuguesa e à família em São Francisco, nos Estados Unidos, no mês de março, foi acusada de quatro crimes de homicídio involuntário pela Procuradora Distrital. De acordo com o jornal The San Francisco Standard, foi emitido, este mês, um mandado de detenção para Mary Fong Lau depois de os investigadores considerarem que o acidente não foi resultado de uma falha técnica ou incapacidade, mas sim de "uma negligência grave".
"Não se trata de alguém que tenha ultrapassado o limite de velocidade em alguns quilómetros. Tratava-se de uma velocidade excessiva e de uma condução que não era segura e que poderia previsivelmente causar a morte", disse a Procuradora Distrital de São Francisco, Brooke Jenkins.
Toda a família morreu
O trágico acidente ocorreu a 16 de março, quando a família ia a caminho do jardim zoológico e esperava numa paragem de autocarro de West Portal, na Ulloa Street e Lennox Way. Matilde Ramos Pinto, portuguesa de 38 anos, Diego Cardoso de Oliveira, brasileiro de 40, e os dois filhos, ainda bebés, morreram na sequência do embate do carro da idosa na paragem.
O marido de Matilde Ramos Pinto e o filho mais velho morreram no local, enquanto a portuguesa e o bebé de dois meses foram hospitalizados. A mãe morreu dos ferimentos no dia seguinte e o bebé a 20 de março.
Após o acidente, Mary Fong Lau foi detida sob suspeita de homicídio involuntário, condução imprudente, condução imprudente com lesões corporais, condução em contramão numa estrada dividida e condução a uma velocidade insegura. Testemunhas disseram que a mulher seguia entre 80 e 110 quilómetros por hora na direção errada. No entanto, a procuradora não apresentou queixa nas semanas que se seguiram, uma vez que a investigação estava em curso.
Portuguesa vivia sonho americano
Matilde Ramos Pinto, produtora de 38 anos, estava nos EUA a viver "o sonho americano". Saiu de Portugal, rumo a Londres, com apenas 18 anos, para tentar a sua sorte no mundo da representação.
Pouco antes da tragédia, tinha-se juntado à equipa da RSA FILMS US, uma produtora executiva de filmes, em Los Angeles.
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