Youtuber espanhol foi detido por fabricação ilegal de explosivos e divulgação de tutoriais

Conteúdos tiveram mais de 106 milhões de visualizações e representam, segundo as autoridades, um “grave risco para a segurança pública”.

27 de dezembro de 2024 às 15:20
Guardia Civil Foto: Guardia Civil
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A Guarda Civil desmantelou um laboratório clandestino de fabrico ilegal de misturas explosivas e incendiárias, na comunidade de Cantábria, em Espanha.

Segundo o jornal Público espanhol, durante a operação, foi detido um homem de 28 anos, que produzia estes compostos e divulgava tutoriais num canal de YouTube, que conta com mais de um milhão de subscritores.

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O detido produzia misturas e artefactos explosivos e incendiários com precursores químicos e outras substâncias, registando em vídeo todo o processo de fabrico e os efeitos destrutivos. Publicou mais de 60 tutoriais detalhados, incluindo demonstrações práticas, e explicações sobre a construção de armas artesanais, como lança-chamas.

Os vídeos eram gravados numa propriedade da família do detido, situada perto de uma zona residencial, de um parque industrial e de uma área florestal, aumentando o risco de explosões acidentais e os danos associados.

Num dos vídeos, o youtuber produziu mais de 30 quilos de uma mistura incendiária chamada Termita, que utilizou para destruir completamente um veículo. Noutro, ensinava a fabricar napalm caseiro e demonstrava o uso de um lança-chamas.

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Estes conteúdos tiveram mais de 106 milhões de visualizações e representam, segundo as autoridades, um “grave risco para a segurança pública”, uma vez que podem ser utilizados por indivíduos ou organizações para fabricar explosivos caseiros com fins ilícitos.

Foi inclusive, em 2022, detido um homem por fabrico ilegal de explosivos, que admitiu ter seguido os tutoriais do canal do youtuber. Acabou por ser condenado a um ano e seis meses de prisão.

Com antecedentes por roubo, o youtuber geria o canal desde 2014, utilizando-o como principal fonte de rendimento ao solicitar contribuições monetárias aos seguidores.

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O suspeito é agora acusado de fabrico ilegal de explosivos, perigo de incêndio em zona florestal e desobediência à autoridade, segundo comunicado da Guardia Civil, citado pelo Público.

As autoridades reforçam o alerta sobre os riscos associados à divulgação de conteúdos perigosos online, especialmente os que podem ser utilizados para fins criminosos ou terroristas.

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