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Idalécio, o empresário misterioso

Português vendeu bloco petrolífero por 57 milhões de euros.

05 de abril de 2016 às 02:15

É um universo misterioso aquele em que se movimenta o único português referenciado, até agora, nos Papéis do Panamá. Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira, natural de Vouzela, reparte com o filho, Paulo de Oliveira, a presidência do Lusitania Group, que já tinha sido referenciado no caso de corrupção Lava Jato, no Brasil.

Terá sido por coincidência que Idalécio de Castro escolheu o 24 da rua De Castro, em Tortola, nas ilhas Virgens, para sede das suas 14 empresas pouco antes de uma delas, a Lusitania Petroleum, ter vendido em 2011 parte de um bloco petrolífero no Benim à Petrobras por 57 milhões de euros.

A gigante brasileira não encontrou petróleo em África e os investigadores acreditam que o negócio serviu para pagar luvas a Eduardo Cunha, presidente da Câmara de Deputados do Brasil. A reserva em redor de Idalécio é grande.

Desconhece-se onde reside, sabendo-se que detém a Quinta do Fontelo, um turismo rural em Vouzela. Contactado pelo CM, Paulo de Oliveira recusou prestar declarações.

"Conheço-o e sei que não está cá"

"Conheço muito bem o Idalécio. Há cerca de dez anos ele vivia aqui [em Queirã, Vouzela] com a mulher e a filha, mas nunca mais os vi. Devem ter ido para Angola. Há quem diga que ele aparece por cá um dia por outro para tratar de negócios com o irmão, mas sei que agora não está cá", disse ontem ao CM Júlio Carvalho, proprietário de um café e amigo de Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira, o empresário que consta da investigação do caso Papéis do Panamá.

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