page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

200 mil offshores para fugir ao Fisco

Maior fuga de informação de sempre.

05 de abril de 2016 às 01:45

Ao longo de quatro décadas, uma pequena empresa de advogados sediada no Panamá criou mais de 200 mil offshores que ajudaram políticos corruptos, traficantes de droga, milionários, desportistas e celebridades a esconder as suas fortunas e escapar ao Fisco. A maior fuga de informação de sempre expôs os seus segredos e semeou o pânico entre os mais ricos e poderosos do Mundo. Há 34 portugueses envolvidos.

No centro do escândalo está a Mossack e Fonseca, empresa especializada na criação de offshores em paraísos fiscais como as ilhas Virgens Britânicas ou a ilha de Man. Mais de 11,5 milhões de documentos dos seus arquivos foram parar às mãos do jornal alemão ‘Süddeutsche Zeitung’, que os partilhou com o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.

Ao longo de mais de um ano, mais de 300 jornalistas em 80 países investigaram e confirmaram milhares de documentos, que agora começam a ver a luz. Expõem uma teia de corrupção generalizada, através da qual são lavadas autênticas fortunas e ocultados os verdadeiros donos de milhões e milhões de euros de proveniência duvidosa, com a cumplicidade de bancos, empresas e sociedades de advogados.

Na lista de beneficiários estão 12 antigos e atuais chefes de Estado, políticos de mais de 50 países e 29 dos 500 homens mais ricos do Mundo.

As revelações dos Papéis do Panamá são bombásticas, mas constituem apenas a ponta do icebergue. Muito mais estará ainda para vir.

Teia criminosa envolve Putin

O nome de Putin não aparece em qualquer documento, mas os peritos não têm dúvidas de que ele é o grande beneficiário do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro destapado pelos Papéis do Panamá. A principal figura na teia é Sergei Roldugin, violoncelista clássico, amigo de juventude de Putin e padrinho da sua filha mais velha.Roldugin controla quatro offshores criados pela MF que receberam milhões de dólares de bancos estatais russos a troco de negócios obscuros, trocas de ações fictícias e consultorias inexistentes. Num dos casos, um offshore de Roldugin comprou os direitos de um empréstimo de 200 milhões por apenas um dólar, embora, só em juros, o crédito adquirido valesse pelo menos 8 milhões por ano.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8