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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

"Havia sangue e corpos por toda a parte"

Quem sobreviveu descreve cenário de pânico e aflição.

13 de junho de 2016 às 01:00

"Estava no bar e vi corpos a tombar. Atirei-me para o chão e arrastei-me até à casa de banho para tentar fugir pelas traseiras, mas reparei num homem que tinha sido baleado nas costas. Tirei a fita do cabelo e usei-a para estancar o sangue, mas não parava de jorrar. Coloquei os braços dele à volta dos meus ombros e arrastámo-nos de lá para fora". O relato é de Christopher Hansen, um dos clientes da discoteca Pulse que sobreviveu ao massacre e ainda ajudou a salvar vidas.

"Ninguém sabia ao certo o que estava a acontecer porque havia três palcos com músicas diferentes. Quando consegui escapar ainda ouvi disparos. Havia corpos por toda a parte, sangue em todo o lado", recorda o norte-americano, que não esquece o cenário de horror. "No parque de estacionamento, as pessoas atingidas pelos tiros foram marcadas com cores diferentes, de forma a que os paramédicos soubessem quem deviam socorrer primeiro", acrescenta Christopher Hansen, que se tornou um dos rostos da tragédia.

Mas nem só quem estava na discoteca viveu momentos de terror. Helene Royster tinha viajado de Nova Iorque com o filho e estava no hotel quando foi acordada com um telefonema às 02h30. "Ele estava a chorar e aos gritos... só dizia ‘Mãe, há muita gente morta’". A mulher acabou por reencontrar-se com o filho já numa das esquadras da polícia, onde este estava a ser interrogado como testemunha.

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