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Divulgado áudio de cockpit de avião que se despenhou em Seattle

Richard Russell, de 29 anos, roubou aparelho e acabou por morrer ao fazer acrobacias nos céus.

12 de agosto de 2018 às 13:25

Richard Russell, casado e de 29 anos, roubou um avião da Alaska Airlines e levantou voo, acabando por ser perseguido por aviões militares do Aeroporto de Seattle. Depois de várias acrobacias e manobras perigosas o avião despenhou-se e a queda acabou por ser fatal para o trabalhador do aeroporto, no passado sábado.

De acordo com o jornal The Sun, a equipa de aviação diz que foi "tão fácil roubar o avião como ligar um interruptor".

O homem, que trabalhava no serviço terrestre da Horizon Air, nasceu em Key West, na Flórida, e mudou-se aos sete anos para Wasilla, no Alasca.

Agora, foi divulgado o áudio da conversa angustiante entre o trabalhador do aeroporto e a torre de controlo. "Espero que isto não estrague o vosso dia", disse Richard a quem ouvia do outro lado da linha. A certa altura do voo, o homem questiona-se "Será que se eu aterrar este Alaska com sucesso me dão um emprego como piloto?". Durante a gravação é possível ouvir ainda Richard a dizer que tem uns "parafusos a menos", admitindo estar "em baixo".

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Divulgado áudio de cockpit de avião que se despenhou em Seattle

Russell, que sonhava entrar para o exército, confessou que já tinha vomitado e que se sentia bastante tonto a certa altura do voo. "Peço imensa desculpa por isso, não quero que isso arruíne o vosso dia", dizia o trabalhador do aeroporto, enquanto o controlador do tráfego o tentava convencer a pousar a aeronave.

"Gostava de pedir desculpa"

A família está devastada com o sucedido. Richard era um marido fiel, um filho amoroso e um bom amigo. "Tenho muitas pessoas que se preocupam comigo. Vão ficar desiludidas quando souberem que fiz isto. Gostava de pedir desculpa a cada uma delas", afirmou o trabalhador durante o voo fatal.

Russel conheceu a mulher que viria a ser sua esposa em Oregon. Um ano depois, os dois casaram-se e abriram uma padaria juntos. O negócio acabou por fechar em 2015, quando o casal decidiu mudar-se para viver mais perto da família. Russel, com o sonho de se juntar às forças armadas, acabou por procurar emprego no aeroporto depois de fechar o negócio que tinha com a mulher.

O homem tinha estudado Ciências Sociais na Universidade em Washington e ambicionava agora chegar mais alto dentro da empresa de aviação, sentindo-se bastante triste com o emprego que tinha na altura do acidente: carregava malas dos aviões para os tapetes rolantes do aeroporto e sentia-se frustrado com o trabalho e com o salário que recebia.

Sabe-se ainda que o homem não tinha qualquer licença de piloto e apenas tinha aprendido algumas manobras sozinho através de um simulador, dias antes de roubar o avião. Um supervisor operacional reformado da empresa disse que Russel era "uma pessoa calada" e "bem vista pelos colegas".

"Não sei como é que ele aprendeu a fazer isso. Os aviões são máquinas muito complexas. Não percebo como é que conseguiu essa experiência", confessa o CEO do aeroporto. 

O roubo ocorreu num momento em que aeronave se encontrava em processo de manutenção e, como tal, não estava preparada para voar com passageiros.

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