Novo governo toma posse, perante o chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló, esta quinta-feira, no palácio da presidência, em Bissau.
O advogado Carlos Pinto Pereira, dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), foi esta quarta-feira reconduzido no cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros no Governo de iniciativa do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló.
A recondução de Pinto Pereira consta de um decreto presidencial esta quarta-feira divulgado em Bissau que anuncia o novo executivo, composto por 24 ministros e nove secretários de Estado, liderado pelo primeiro-ministro Rui Duarte de Barros, igualmente dirigente do PAIGC.
Carlos Pinto Pereira foi advogado que defendeu o PAIGC nas lutas judiciais dos últimos anos, travadas com o ex-presidente guineense, José Mário Vaz e ultimamente assistiu nos tribunais o líder daquela formação política, Domingos Simões Pereira.
Nomeado chefe da diplomacia guineense no Governo da Plataforma Aliança Inclusiva (PAI- Terra Ranka), formada por PAIGC e outros partidos, vencedora das últimas eleições legislativas, Pinto Pereira acabou por se manter no atual executivo.
O Presidente guineense dissolveu o parlamento e demitiu o Governo da PAI -- Terra Ranka no passado dia 04 evocando uma grave crise no país, na sequência de confrontos entre os militares dias antes, situação que considerou tratar-se de uma tentativa de golpe de Estado.
A coligação, liderada por Domingos Simões Pereira, que é também presidente do PAIGC e líder do parlamento, entretanto, dissolvido, não reconhece o novo Governo e avisou que não caucionaria a entrada dos seus dirigentes.
No entanto, além de Carlos Pinto Pereira, do primeiro-ministro, Rui Duarte de Barros, outros dirigentes do PAIGC figuram no novo executivo.
São os casos de José Carlos Esteves, reconduzido no ministério dos Transportes, Telecomunicações que agora associa à Economia Digital, Aly Hijazy, antigo secretário nacional do PAIGC, nomeado Ministro da Administração Pública, Emprego, Formação Profissional e Segurança Social e Mário Muzante da Silva, ministro das Pescas e Economia Marítima.
A antiga presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Maria do Céu Monteiro, é a nova ministra da Justiça e Direitos Humanos, cargo que vai ocupar após ter sido destituída ainda esta quarta-feira, por um decreto presidencial, das funções de conselheira de Estado.
O antigo vice-primeiro-ministro e até aqui chefe da Casa Civil da presidência da República, Soares Sambu volta ao governo para ocupar as funções de ministro da Economia, Plano e Integração Regional.
Sambu é um dos vice-presidentes do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G15) , partido que apoiou Umaro Sissoco Embaló na corrida presidencial em 2019.
Outros dirigentes do Madem G15 que integram o novo executivo são: Marciano Silva Barbeiro, ministro da Administração Territorial e do Poder Local, Maria da Conceição Évora, ministra da Comunicação Social, Fidelis Forbs, ministro das Obras Públicas Habitação e Urbanismo, Viriato Soares Cassamá, ministro do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática e Herry Mané, ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica.
O líder do Partido dos Trabalhadores da Guiné (PTG), Botche Candé, volta ao ministério do Interior e da Ordem Pública, um cargo que vai desempenhar pela oitava vez.
A antiga chefe da diplomacia e ativista pelos direitos das mulheres, Fatumata Djau Baldé, dirigente do PTG, regressa ao governo para liderar o ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
O Partido da Renovação Social (PRS) viu os seus dirigentes Nicolau dos Santos reconduzido na chefia do ministério da Defesa, Ilídio Té no ministério das Finanças, Domingos Malu na saúde Pública e Orlando Mendes Viegas chamado para a pasta do Comércio e Indústria.
O novo governo toma posse, perante o chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló, esta quinta-feira, no palácio da presidência, em Bissau.
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