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Correio da Manhã

Mundo

Afinal o carro dos McCann não tinha vestígios de sangue. Os mitos e teorias no caso do desaparecimento de Maddie

Documentário da Netflix tem vindo a revelar algumas surpresas sobre o caso.
26 de Março de 2019 às 12:32
Kate e Gerry McCann
Maddie McCann
Gonçalo Amaral
Kate e Gerry McCann
Maddie McCann
Kate e Gerry McCann
Kate e Gerry McCann
Maddie McCann
Gonçalo Amaral
Kate e Gerry McCann
Maddie McCann
Kate e Gerry McCann
Kate e Gerry McCann
Maddie McCann
Gonçalo Amaral
Kate e Gerry McCann
Maddie McCann
Kate e Gerry McCann
Quase 12 anos depois nada se sabe sobre o paradeiro de Madeleine McCann. A série documental da Netflix trouxe à tona várias teorias e mitos envolto de uma das investigações mais mediáticas de sempre.

Durante as investigações, os pais de Madeleine foram constituídos arguidos por parte da Polícia Judiciária portuguesa. Kate e Gerry McCann chegaram a ser os principais suspeitos do desaparecimento da filha e a opinião publica não poupou acusações ao casal. 

Ao longo do documentário foram reavivadas as notícias das manchetes dos jornais e remexidas, ao promenor, as investigações e alegadas provas que as autoridades tinha contra Kate e Gerry McCann.

O sangue e ADN encontrado no carro e apartamento dos McCann

O antigo inspetor-chefe da Polícia Judiciária, Gonçalo Amaral, e a restante equipa de investigação, consideraram que sangue e ADN encontrados no carro e apartamento dos McCann eram provas mais do que suficientes para afirmar que os pais tinham morto Maddie. 

Durante as buscas, os dois cães cedidos pela polícia britânica detetaram odor a cadáver no apartamento 5A na Praia da Luz, de onde a criança desapareceu, assim como sangue no carro que o casal alugou um mês depois do desaparecimento da filha.

Martin Grime, um dos treinadores, revelou que Eddie, o cão que terá farejado sangue no carro, levava já seis anos de operações e mais de 200 casos de sucesso. 

No entanto, 
a verdade é que não há registo da taxa de sucesso do animal para suportar esta afirmação. Todos os vestígios encontrados pelos cães têm de ser sempre suportados por provas forenses que, nunca foram encontradas - segundo os inspetores forenses, que dão o seu depoimento ao longo do documentário, nunca foi encontrado sangue na bagageira do carro ou atrás do sofá do apartamento.

O ADN encontrado no alojamento do Ocean Club era inconclusivo e podia pertencer a qualquer pessoa.


A falta de emoção por parte dos McCann

O facto de os McCann se terem apresentado muito controlados e pouco emotivos desde o primeiro momento em que a filha desapareceu, foi um dos motivos que levantou as suspeitas de crime sobre casal. No entanto, veio agora a saber-se que Kate e Gerry foram aconselhados a manterem uma postura pouco emotiva para proteger a filha, caso o suposto raptor sentisse algum tipo de prazer em ver o desespero dos pais.

Madeleine McCann e os gémeos foram sedados pelos pais para dormir durante a noite enquanto estes jantavam com os amigos

Durante a investigação surgiu a hipótese de Maddie ter sido sedada pelos pais. Gonçalo Amaral acredita piamente que os McCann colocaram a menina a dormir e que esta acabou por morrer durante o sono.

Em declarações à CMTV, durante uma investigação da reconstituição do desaparecimento da menina, o ex-inspetor revelou que em depoimento Kate McCann afirmou que na noite em que Madeleine desapareceu esta passou toda a madrugada acorda e atenta à respiração dos gémeos. 

No entanto, Kate e Gerry afirmam que nunca sedaram os filhos, apesar de levarem consigo vários medicamentos e sedativos na mala de viagem.

Encenação de um crime com a ajuda e encobrimento dos amigos de Kate e Gerry McCann

O jornal Sol terá perguntado a um dos amigos da família, David Payne, se poderia dar detalhes sobre a noite em que Maddie desapareceu, ao que este terá respondido: "Este é um assunto que só a nós nos diz respeito. Temos um pacto de silêncio e todos as perguntas e comentários devem ser passados por Gerry McCann."

No entanto, ao que parece a citação terá sido mal interpretada pelo jornalista. Num comunicado oficial emitido pelos McCann e amigos, todos negaram existir qualquer pacto para encobrir uma conspiração e que aquela resposta apenas justificava-se pela necessidade de cooperar com as leis portuguesas, referentes ao segredo de justiça.

Até hoje, as investigações continuam uma incógnita que paira sobre a Praia da Luz, no Algarve e o desaparecimento de Madeleine McCann a 3 de maio de 2007 continua a ser um dos casos mais misteriosos dos últimos anos. 

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