Protestos, que começaram em novembro, centraram-se inicialmente no aumento dos custos de produção, agravados por uma série de crises.
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Agricultores alemães, espanhóis e gregos manifestam-se esta quinta-feira contra o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, bloqueando rodovias e outros pontos importantes nos seus países.
Vários grupos de agricultores alemães protestaram em autoestradas no norte e leste do país esta quinta-feira contra o acordo de comércio livre entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, bloqueando-as em vários pontos, incluindo algumas rotas de acesso à Berlim.
Segundo a emissora regional RBB, ao amanhecer, a autoestrada A19, as vias de acesso da A20 e da B96, na região de Brandemburgo (leste), entre outras, foram bloqueadas por grupos de tratores. De acordo com a mesma fonte, a polícia dispersou ainda algumas concentrações que, ao contrário das anteriores, não tinham sido comunicadas previamente.
Os protestos foram convocados pela Associação de Agricultores de Brandemburgo e pelo movimento "O Campo Conecta", anunciando os bloqueios iriam continuar até às 17:00, no horário local (16:00 em Lisboa).
Na região norte de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde também foram convocadas concentrações, a emissora regional NDR informou que os agricultores protestavam em várias autoestradas, mas sem bloquear o trânsito. A principal associação do setor na Alemanha, a Associação Alemã de Agricultores, também rejeita o acordo com o Mercosul, mas não aderiu aos protestos.
Já os agricultores gregos intensificaram hoje os protestos em todo o país, dando início a um bloqueio de 48 horas em importantes autoestradas, cruzamentos e portagens, em protesto contra o aumento dos custos de produção e contra o acordo comercial da UE com o Mercosul.
A polícia direcionou o trânsito para as rotas secundárias quando possível e não interveio para conter os bloqueios. Entretanto, o Governo conservador do país avisou que não tolerará bloqueios mais prolongados. A principal autoestrada do país, que liga Atenas à cidade de Tessalónica, no norte, foi encerrada nos dois sentidos em vários pontos.
Os protestos, que começaram em novembro, centraram-se inicialmente no aumento dos custos de produção, agravados por uma série de crises. O Governo grego anunciou na quarta-feira concessões de última hora para tentar conter os protestos mais recentes, incluindo tarifas de eletricidade mais baratas para os agricultores e descontos no imposto sobre os combustíveis.
Na manhã de hoje, cerca de 70 tratores bloquearam o acesso rodoviário ao porto de Tarragona, em Espanha, também em protesto contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.
A manifestação, organizada pela Revolta Pagesa, mobilizou cerca de 100 agricultores da região de Tarragona (Catalunha), que pretende manter o bloqueio rodoviário do porto até à próxima segunda-feira, segundo declarações à imprensa de Joan Regolf, presidente da Associação Catalã de Agricultores.
Dezenas de agricultores do movimento Revolta Pagesa estão a bloquear as vias que atravessam Girona, nomeadamente as autoestradas AP-7 e N-II em Pontos, e a passagem de Coll d'Ares em Molló (Girona) desde a manhã de hoje. Afirmam que não sairão do local até que Espanha se retire do acordo Mercosul e os protocolos de saúde e gestão da vida selvagem sejam revistos.
Hoje, em França, centenas de agricultores e cerca de 100 tratores furaram os bloqueios das autoridades e posicionaram-se junto aos simbólicos Torre Eiffel e Arco do Triunfo, em Paris, entre outros locais, também contra o acordo UE com o Mercosul.
Além da capital francesa, os agricultores realizaram ainda ações noutras zonas do país, por exemplo nos arredores de Bordéus (sudoeste), com um bloqueio, desde quarta-feira, a um depósito de combustíveis em Bassens.
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