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Amélia, a moçambicana que deu à luz numa árvore durante a passagem do ciclone Idai

Mãe solteira diz não saber a sua idade. Estar em cima de uma árvore durante ciclone garantiu-lhe a sobrevivência.
Lusa 3 de Abril de 2019 às 21:20
Passagem do Ciclone Idai em Moçambique
Ciclone Idai
Ciclone Idai
Ciclone Idai
Ciclone Idai
Passagem do Ciclone Idai em Moçambique
Ciclone Idai
Ciclone Idai
Ciclone Idai
Ciclone Idai
Passagem do Ciclone Idai em Moçambique
Ciclone Idai
Ciclone Idai
Ciclone Idai
Ciclone Idai
Uma mulher moçambicana deu à luz em cima de uma árvore, na província de Manica, na companhia de outro filho, de dois anos, onde procurou refúgio após as cheias provocadas pela passagem do ciclone Idai.

O relato foi feito pela própria, citada num comunicado divulgado esta quarta-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

"Estava com o meu filho de dois anos quando de repente, sem aviso, as águas começaram a entrar em minha casa. Não tive outra opção se não saltar para o topo de uma mangueira por perto", explicou Amélia, a mulher que entrou em trabalho de parto durante a passagem do Idai.

"Depois as dores começaram e eu não tinha ninguém por perto para me ajudar. Em poucas horas, nasceu a minha bebé Sara, no topo dessa mangueira. Estava completamente sozinha com a Sara e com o meu filho", detalhou a moçambicana, que diz ter ficado em cima daquela árvore durante mais dois dias depois do nascimento de Sara.

Amélia, uma mãe solteira que diz não saber a sua idade, acrescentou que foram os vizinhos que a ajudaram a descer da árvore, que lhe garantiu a sobrevivência, e aos filhos.

Atualmente, Amélia e os seus dois filhos estão no centro de alojamento de Nhamhemba, em Dombe, província de Manica, que acolhe algumas das 1,3 milhões de pessoas afetadas pela passagem do ciclone em Moçambique.

O ciclone Idai, que devastou parte da costa do sudoeste africano a 14 e 15 de março, deixou mais de 900 mortos em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui.

Só em Moçambique, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), a passagem do ciclone Idai provocou pelo menos 598 mortos e 1.641 feridos.
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