Moneo, de 83 anos, assinou projetos emblemáticos em Espanha, como o Museu do Prado, a Estação Ferroviária de Atocha, em Madrid.
O arquiteto espanhol Rafael Moneo foi distinguido com o Leão de Ouro de carreira da Bienal de Veneza de Arquitetura, que abrirá ao público a 22 de maio, anunciou esta quarta-feira a organização.
A decisão do conselho de administração da bienal foi tomada com base na recomendação do curador-geral do certame dedicado à arquitetura contemporânea, Hashim Sarkis, que o descreve como "um dos arquitetos mais transformadores da sua geração".
Moneo, de 83 anos, galardoado com o Prémio Pritzker em 1996, assinou projetos emblemáticos em Espanha, como o Museu do Prado, a Estação Ferroviária de Atocha, ambos em Madrid, o Kursaal Auditorium, em San Sebastian, e, nos Estados Unidos, a Catedral de Los Angeles.
Como professor, guiou várias gerações no caminho da arquitetura como vocação, e como académico e crítico, combinou os processos visuais e rigor analítico para reinterpretar alguns dos mais icónicos edifícios históricos, usando um olhar inovador, sustenta a organização.
O Leão de Ouro de carreira "é totalmente adequado para o arquiteto que participou no projeto de habitação de Giudeca, em 1983, que venceu o concurso para a criação do novo Cinema Palace do Lido de Veneza em 1991, e que deu a muitos uma verdadeira lição de arquitetura, a partir de Veneza", sublinha a bienal, em comunicado.
No projeto de habitação social de Giudeca, Rafael Moneo trabalhou com o arquiteto português Álvaro Siza Vieira e com os arquitetos italianos Aldo Rossi e Carlo Aymunio, grupo a quem a entidade promotora acabou por entregar a obra, após um concurso internacional.
Para celebrar a carreira de Rafael Moneo, o curador-geral desta 17.ª Exposição Internacional de Arquitetura irá montar uma pequena exposição dentro do Pavilhão do Livro, na área dos Giardini, com uma seleção de modelos em plástico, e fotografias dos edifícios criados pelo arquiteto espanhol, que poderão ser considerados respostas à pergunta-tema desta bienal "Como vamos viver juntos?".
Outras obras que lhe deram reconhecimento foram o projeto de adaptação da Villahermosa Palace no Museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid (1989-92), a Fundação Pilar e Joan Miró em Palma de Maiorca (1987-1992), o Edifício Diagonal em Barcelona (em colaboração com Manuel de Solá-Morales, 1988-1993), os Museus de Arte Moderna e de Arquitetura em Estocolmo, na Suécia (1994-98), o edifício Northwest Science da Universidade de Columbia (2007-2010), nos Estados Unidos.
O reconhecimento a Moneo, através do prémio, será entregue a 22 de maio, numa cerimónia para divulgação de todos os premiados e de inauguração do certame, em que também será distinguida postumamente a arquiteta Lina Bo Bardi, com um Leão de Ouro especial.
Nascido em Tudela, Espanha, em 1937, Rafael Moneo formou-se em 1961 na Escola Técnica Superior de Madrid, e entre 1958 e 1961 trabalhou com o arquiteto Francisco Javier Sáenz de Oiza, em Madrid, e de 1961 a 1962, em Hellebaeck, Dinamarca, com Jørn Utzon.
Regressou a Espanha em 1965 para abrir atelier próprio em Madrid e começou a dar aulas na Escola Técnica Superior, depois na Escola Técnica Superior de Barcelona, e em 1985 foi nomeado presidente do departamento de arquitetura da Escola de Design da Universidade de Harvard, cargo que manteve até 1990.
Portugal vai ser representado oficialmente na 17.ª Bienal de Arquitetura de Veneza através de um projeto criado pelo atelier depA, coletivo do Porto, cujo programa será composto por um ciclo de debates a realizar entre Veneza, Lisboa e Porto, já iniciado, e uma exposição subordinada ao tema "In Conflict", a apresentar no Palácio Giustinian Lolin, em Veneza.
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