Republicanos têm manifestado oposição a esse auxílio.
O Presidente norte-americano, Joe Biden, reuniu-se na terça-feira com líderes Democratas na Casa Branca, onde abordou a continuidade do apoio à Ucrânia, num momento em que os Republicanos têm manifestado oposição a esse auxílio.
"Vamos novamente falar sobre continuar o nosso apoio à Ucrânia. É uma ideia que tem apoio bipartidário", avaliou Biden, sem demonstrar preocupação com as declarações de alguns líderes Republicanos, que prometeram impor limites à ajuda a Kiev assim que recuperaram o controlo da Câmara dos Representantes nas eleições intercalares de novembro.
Ainda sobre política externa, Biden disse aos líderes Democratas que o seu Governo "uniu o Ocidente de uma forma que não acontecia há algum tempo, incluindo trazer o Japão e outros países asiáticos comprometidos com o futuro da Ucrânia".
Este encontro de Biden com líderes Democratas do Congresso acontece num momento em que o executivo enfrenta adversidades em várias frentes, como a crise do teto da dívida, a guerra russa na Ucrânia, as suas próprias prioridades partidárias contra uma nova maioria Republicana na Câmara dos Representantes, ou a polémica de documentos confidenciais descobertos na residência privada do Presidente.
Um dos temas que dominou a reunião foi mesmo a economia, com Biden a afirmar que "não deixará que os Republicanos destruam a economia" norte-americana.
"Estou animado, temos um forte grupo de líderes aqui, um novo começo e um novo Congresso. E estou entusiasmado com a liderança que temos no lado Democrata. Fizemos muito nos últimos dois anos e temos muito mais a fazer. E já fizemos algum progresso real na economia, na inflação e em várias outras coisas", começou por dizer o chefe de Estado.
"Também queremos falar sobre os planos económicos extremos Republicanos. Aparentemente, eles estão genuinamente a falar a sério sobre cortar a Seguridade Social, cortar o Medicare [sistema público de seguros de saúde]. (...) Mas não tenho intenção de deixar os Republicanos destruir a nossa economia, nem ninguém nesta mesa, na minha opinião", acrescentou.
Joe Biden aproveitou ainda o encontro para instar o Congresso a aprovar um projeto de lei de proibição armas semiautomáticas após o registo de tiroteios em massa na Califórnia.
"Os nossos corações estão com o povo da Califórnia. Têm sido dias difíceis, muito difíceis. (...) A senadora Dianne Feinstein reintroduziu no Senado [o projeto de lei de] proibição de armas semiautomáticas. E peço a todos que enviem isso para a minha mesa o mais rápido possível. É realmente muito necessário", pediu o chefe de Estado.
O Presidente há muito que pede, em vão, que seja restaurada nos Estados Unidos a proibição de armas semiautomáticas, como aconteceu entre 1994 e 2004, mas tem esbarrado na oposição do Partido Republicano, que surge em defesa do direito constitucional de posse de armas.
Os Estados Unidos voltaram a ser abalados por vários massacres nos últimos dias, que resultaram em, pelo menos, 19 vítimas mortais só no estado da Califórnia.
Entre a noite de sábado e a noite de segunda-feira, a Califórnia registou três tiroteios em massa: 11 pessoas foram mortas após um atirador abrir fogo num estúdio de dança em Monterey Park, perto de Los Angeles; sete pessoas perderam a vida em duas quintas agrícolas na área de Half Moon Bay, perto de San Francisco; e uma pessoa morreu e outras sete ficaram feridas num tiroteio em Oakland.
De acordo com a rede CNN, até ao momento, já foram registados mais tiroteios em massa em 2023 do que em qualquer outro ano, tendo em conta o mesmo período de tempo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.