page view

Boris Johnson promete realizar o Brexit em janeiro

Líder conservador disse que retirará o Reino Unido da União Europeia em poucas semanas se for eleito.

07 de novembro de 2019 às 08:56

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deu esta quarta-feira o sinal de partida da campanha eleitoral conservadora para as Legislativas de dezembro com a promessa de "efetivar o Brexit". Lançou igualmente as primeiras ‘farpas’ ao rival trabalhista, comparando Jeremy Corbyn com o ditador soviético Josef Estaline.

"Confiem em nós e levem o Brexit até ao fim e o país para a frente, ou passem o ano de 2020 num espetáculo de horror, de indecisão e adiamento", afirmou Johnson, diante do Nº 10 de Downing Street, residência oficial do primeiro-ministro britânico.

O líder conservador garantiu que, se for eleito no dia 12 de dezembro, retirará o Reino Unido da UE logo em janeiro de 2020 (Corbyn prometeu fazê-lo também, mas em seis meses e só após um novo referendo). Para cumprir a promessa, Johnson precisa de reforçar a maioria parlamentar conservadora, a fim de ratificar o acordo que firmou com Bruxelas em outubro.

Sobre a antecipação das eleições, o chefe de governo garantiu que não a desejava, "especialmente em dezembro" (desde 1923 que os britânicos não votam no inverno), mas diz não ter tido escolha, devido à intransigência trabalhista.

Acusou ainda Corbyn de querer "adiar o Brexit" e destruir as bases da economia ao atacar os mais ricos, "como Estaline fez aos ‘kulaks’", os soviéticos que possuíam terras.

"Represento ambos os lados do Brexit"

Acusado de ambiguidade sobre a saída do Reino Unido da UE, o líder trabalhista, Jeremy Corbyn, quis esclarecer tudo esta quarta-feira, na abertura da campanha eleitoral.

"Acusam-me de tentar representar ao mesmo tempo os que votaram pela saída e os que votaram pela permanência. E é verdade", afirmou, explicando: "Quem aspira a ser primeiro-ministro não representa só 52% ou 48%, mas sim 99%. Queremos unir um país dividido."

Ministro demite-se por encobrimento

Ministro demite-se por encobrimento

O ministro para o País de Gales, Alun Cairns, demitiu-se após ser acusado de mentir quando disse desconhecer que um membro do seu gabinete ‘sabotou’ um julgamento por violação em Cardiff, ao descrever a vítima de forma negativa. A BBC revelou que Cairns foi informado.

PORMENORES

Pedido de desculpas

Vídeo manipulado

O presidente do Partido Conservador, James Cleverly, está a ser criticado por defender um vídeo manipulado em que o trabalhista Keir Starmer é incapaz de definir a posição do partido sobre o Brexit. Na verdade, a sua resposta foi cortada.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8