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Brunei vai punir homossexuais e adúlteros com apedrejamento até à morte

Severas leis islâmicas comandadas por Hassanal Bolkiah condenam à morte por açoitamento o aborto e à amputação de um pé ou mão por roubo.

03 de abril de 2019 às 17:42

O Estado do Brunei, no Sudeste Asiático, vai condenar homossexuais e adúlteros a penas de morte violentas a partir desta quinta-feira. Além destas condenações, vai ser ordenada a amputação de uma mão ou de um pé por roubo.As severas leis islâmicas da sharia (direito islâmico), comandadas pelo sultão Hassanal Bolkiah, incluem o apedrejamento de homossexuais até à morte, a pena de morte por blasfémia ou por difamar o nome do profeta Maomé, assim como o açoitamento pelo aborto, entre outros.O fundador da organização do "Projeto Brunei", Matthew Woolfe, afirmou à agência de notícias espanhola EFE que as mudanças no sistema da justiça criminal criarão medo e ansiedade entre os habitantes, sendo que muitos não se atreverão a falar ou fazem-no em condição de anonimato.A comunidade internacional e várias personalidades políticas mundiais utilizaram as redes sociais para manifestarem a sua opinião contra o novo código penal imposto no Brunei."Lapidar alguém por ser homossexual ou por adultério é horrível e imoral", escreveu, na rede social Twitter, o ex-vice-Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Também a senadora democrata norte-americana, Kamala Harris, condenou os "ataques contra a comunidade LGBT".

"A França pede ao Brunei para renunciar a este projeto e manter a sua moratória de execuções desde 1957", frisou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, Agnès von der Mühll, citado pela agência Lusa.

A Alemanha pronunciou-se através do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão que manifestou a preocupação dos diplomatas, apelando ao embaixador do Brunei para "cumprir as atuais obrigações internacionais de direitos humanos".

Entre os opositores políticos estão vários artistas do mundo da música e do cinema, como George Clooney e Elton John. Casado desde 2014 com David Furnish, Elton John felicitou Clooney "por ter tomado uma posição contra a discriminação anti-gay e contra o sectarismo que reina no país de Brunei".

Em comunicado, o site do Estado do Brunei afirma que "não espera que os outros países concordem com a decisão, deseja apenas que respeitem a nação como o Brunei respeita as outras".

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