De acordo com Hadja Lahbib, "esta situação exige uma ação rápida" e, por isso, "a Comissão Europeia já tomou um conjunto de medidas nas áreas da prevenção, preparação, resposta e recuperação".
A Comissão Europeia salientou esta quarta-feira o apoio prestado a Portugal devido aos fogos que deflagram no país na semana passada, alertando para ondas de calor cada vez mais extremas, que causam o arranque precoce da época de incêndios.
"Nos últimos dias, Portugal e França solicitaram assistência devido a incêndios florestais graves. Em resposta, foram destacados nove aviões da rescEU [reserva estratégica da União Europeia], três para Portugal e seis para França", disse a comissária europeia para a Preparação, Gestão de Crises e Igualdade, Hadja Lahbib, na sessão plenária do Parlamento Europeu.
Falando num debate sobre a resposta da União Europeia às ondas de calor e aos incêndios florestais, na cidade francesa de Estrasburgo, Hadja Lahbib apontou que "a época de incêndios começou de forma invulgarmente precoce, com duas ativações do Mecanismo já no final de abril e início de maio".
Embora o Mecanismo de Proteção Civil da União ainda não tenha sido ativado em resposta a emergências relacionadas com ondas de calor, a comissária europeia apontou que as altas temperaturas "aumentam o risco de incêndios florestais".
"No ano passado, mais de um milhão de hectares arderam em toda a UE, o valor mais elevado alguma vez registado, o que levou a 19 pedidos de assistência ao abrigo do Mecanismo de Proteção Civil da União. Este é o maior número de sempre", observou.
De acordo com Hadja Lahbib, "esta situação exige uma ação rápida" e, por isso, "a Comissão Europeia já tomou um conjunto de medidas nas áreas da prevenção, preparação, resposta e recuperação".
Foi aliás devido ao "reforço da preparação operacional" para esta época que foi possível apoiar Portugal no combate aos incêndios rurais com a chegada de 118 bombeiros e 45 veículos de Espanha, bem como de dois aviões anfíbios enviados por Itália, no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
Mais de 15.000 hectares arderam em Portugal nos primeiros dias de julho, tendo a área ardida duplicado entre 01 e 05, revelam dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR).
Segundo o SGIFR, gerido pela Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, os 4.592 incêndios florestais registados este ano provocaram 30.155 hectares de área queimada.
Em relação ao mesmo período de 2025, a área ardida quase quadruplicou, registando-se este ano a maior desde 2017.
Na sua intervenção, Hadja Lahbib assinalou ainda que "o Fundo de Solidariedade da União Europeia continua a desempenhar um papel importante, prestando apoio financeiro aos Estados-membros" situações de desastres naturais e emergências, e que "a política de coesão e os respetivos financiamentos desempenham um papel fundamental no reforço da resiliência".
A comissária europeia anunciou, ainda, um novo Quadro Europeu Integrado para a Resiliência Climática, cuja adoção está prevista para o final deste ano.
Para esta época de incêndios, Bruxelas tem 777 bombeiros de 14 países destacados em Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Chipre para permitir uma resposta mais rápida às emergências.
A capacidade europeia para este verão inclui 22 aviões de combate a incêndios, cinco helicópteros e 22 equipas terrestres certificadas distribuídas por 10 Estados-membros.
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