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Cabo Verde lança inseto natural para combater pragas nas culturas de milho

Técnicos vão estar sexta-feira na ilha de Santo Antão para libertar o Trichogramma em terrenos agrícolas dos concelhos do Porto Novo e da Ribeira Grande.

03 de setembro de 2020 às 16:25

O Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) cabo-verdiano anunciou esta quinta-feira o lançamento de um inseto natural para combater a praga da lagarta do cartucho do milho, que está a atacar em várias ilhas do país.

Em comunicado, o INIDA informou que os técnicos vão estar sexta-feira na ilha de Santo Antão para libertar o Trichogramma em terrenos agrícolas nos concelhos do Porto Novo e da Ribeira Grande.

"A libertação do Trichogramma (inimigo natural) é considerada essencial para mitigação dos efeitos de invasão da praga, a Lagarta do Cartucho do Milho (Spodoptera frugiperda), entre outras pragas que este parasitoide (Trichogramma pretiosum) pode controlar em Cabo Verde", sublinhou o instituto cabo-verdiano.

"Estes pequenos insetos serão introduzidos na plantação do milho, controlando a praga acima referida", prosseguiu a mesma fonte, notando que a lagarta do cartucho é uma praga relativamente nova em Cabo Verde.

Mas garantiu que está a ser "controlada intensamente" pelos serviços do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), tendo por base uma equipa de investigação liderada por INIDA, desde 2016.

"O controlo desta praga é de abrangência nacional e durante os meses de agosto, setembro e outubro, equipas do MAA estarão presentes no terreno controlando esta praga, no sentido de garantir um ano agrícola bem-sucedido", referiu o INIDA.

O instituto informou que as fábricas de produção dos Trichogramma estão localizadas nas ilhas de Santiago e Santo Antão, e brevemente terá também na ilha do Fogo, com capacidade para produzirem esse inimigo natural para cobrir todas as necessidades do país.

Desde meados de julho que a chuva voltou a cair com alguma intensidade em algumas ilhas de Cabo Verde, após três anos irregulares e insuficientes e que provocou seca extrema no arquipélago.

No ano passado, choveu apenas alguns dias no mês de setembro, provocando uma praga de gafanhotos em Santiago, Brava, São Nicolau e São Vicente, que o Governo começou a combater este ano ainda em estado larval.

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