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Cão espancado até à morte por adolescentes no Brasil está a criar onda de revolta

Quatro adolescentes são suspeitos de um ataque brutal a Orelha, o cão comunitário da Praia Brava.

28 de janeiro de 2026 às 12:58

A morte de Orelha, um cão comunitário que vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, em Florianópolis, no Brasil, está a gerar revolta no país e nas redes sociais. Um grupo de adolescentes é suspeito de ter agredido o animal até à morte.

O cão foi encontrado ainda com vida no dia seguinte às agressões, que ocorreram a 4 de janeiro, mas encontrava-se caído e em estado extremamente fragilizado. Foi transportado para uma clínica veterinária, onde os profissionais concluíram que, devido à gravidade dos ferimentos, a eutanásia era a única alternativa possível. O procedimento foi realizado no dia 5 de janeiro.

A Polícia Civil identificou pelo menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento no ataque, com base na análise de câmaras de segurança e em testemunhos de moradores. Além disso, três adultos – pais e tios de um dos jovens – são suspeitos de coagir uma testemunha do caso, de acordo com o jornal g1.

Orelha era uma presença constante no quotidiano da Praia Brava e tornou-se um símbolo da comunidade local, sendo alimentado e cuidado pela população ao longo de vários anos.

Exames feitos ao cão revelam que Orelha foi atingido na cabeça com um objeto contundente, sem ponta ou lâmina. O objeto utilizado na agressão ainda não foi localizado pelas autoridades.

Segundo a investigação, o mesmo grupo de adolescentes terá também tentado afogar outro cão comunitário da Praia Brava, chamado Caramelo. Existem imagens que mostram os jovens a pegar no animal ao colo, e testemunhas relatam tê-los visto a atirá-lo ao mar.

Apesar de os ataques terem ocorrido dia 4 de janeiro, o caso só chegou oficialmente ao conhecimento da Polícia Civil no dia 16 de janeiro. Desde que a morte de Orelha se tornou pública, multiplicaram-se as manifestações de revolta, tanto nas redes sociais como nas ruas, com a partilha do hashtag #JustiçaPorOrelha.

Moradores da Praia Brava já organizaram duas ações públicas que reuniram dezenas de pessoas em protesto. Num comunicado, a Associação de Moradores da Praia Brava sublinhou que “Orelha fazia parte do quotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado espontaneamente pela comunidade, tornando-se num símbolo simples, porém muito querido, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que ali vivem”.

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