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Chanceler alemão descarta demissão após "desastre" eleitoral e triunfo da extrema-direita

Friedrich Merz prometeu pacote de reformas económicas para combater o 'veneno autoritário'.

21 de setembro de 2026 às 13:08

O chanceler alemão, Friedrich Merz, classificou como um "desastre" a pesada derrota sofrida pela União Democrata-Cristã (CDU) nas eleições regionais deste domingo, mas garantiu que vai manter-se no cargo e prosseguir com as reformas governamentais.

Em conferência de imprensa realizada este domingo, 20, na sede do partido em Berlim, o líder alemão sublinhou que a prioridade é prosseguir com um pacote de reformas económicas, fiscais e sociais. Merz defendeu, citado pelo The Guardian, que estas medidas funcionam como um "antídoto contra o veneno autoritário" que penetra na sociedade, mostrando-se determinado a liderar o processo apesar da crescente contestação e dos rumores sobre uma eventual substituição a meio do mandato.

O revés eleitoral ficou marcado pelo escrutínio em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, estado natal da antiga chanceler Angela Merkel, onde a CDU obteve apenas 4,9% dos votos e falhou, pela primeira vez na história da República Federal, a entrada no parlamento regional.

O grande vencedor foi o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que duplicou a sua votação para cerca de 38% e alcançou o primeiro lugar, embora deva continuar isolado face ao cordão mantido pelas restantes forças políticas.

Em simultâneo nas eleições para o parlamento de Berlim, a CDU também ficou atrás dos resultados da oposição (liderada pelo Die Linke), adensando o clima de contestação interna e externa em torno da liderança de Merz.

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