page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

China apela aos BRICS para liderarem reforma da governação global

Na cimeira foram discutidos vários temas incluindo o papel de Donald Trump na guerra comercial e a escalada de violência no Médio Oriente.

07 de julho de 2025 às 07:35

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, defendeu este domingo que os países do bloco de economias emergentes BRICS devem assumir a liderança na reforma do sistema de governação global, e apelou à resolução pacífica de conflitos.

As leis e a ordem internacionais enfrentam "sérios riscos" num cenário global marcado por "mudanças sem precedentes em mais de um século" e por uma crescente ineficácia das instituições multilaterais, afirmou Li, representante da China na 17ª cimeira de chefes de Estado e de Governo do grupo.

Perante este contexto, o chefe do Governo chinês destacou o "valor contemporâneo" da visão de governação global proposta pelo Presidente chinês, Xi Jinping, ausente pela primeira vez de uma cimeira dos BRICS.

"Perante conflitos e divergências crescentes, é necessário reforçar o diálogo com base na igualdade e no respeito mútuo. E face a interesses comuns profundamente entrelaçados, é preciso procurar contributos conjuntos através da solidariedade", afirmou Li.

O dirigente chinês apelou ao bloco de economias emergentes para que defenda a independência, demonstre sentido de responsabilidade e desempenhe um papel mais ativo na construção de consensos internacionais, sublinhando a importância de agir "com base na moral e na justiça".

Li considerou ainda que os países dos BRICS devem estar na "linha da frente da cooperação para o desenvolvimento".

O governante chinês anunciou a criação este ano de um centro de investigação China -- BRICS, que será dedicado às "novas forças produtivas de qualidade", bem como um programa de bolsas para atrair talento em setores como a indústria e as telecomunicações.

"É essencial que os nossos países promovam a inclusão, o intercâmbio e a aprendizagem mútua entre civilizações", acrescentou.

Li reiterou que a China está pronta para trabalhar com os restantes membros do grupo, no sentido de alcançar uma governação global mais justa, equitativa e eficiente.

Este domingo, o primeiro de dois dias da cimeira, marcada pelas ausências de Xi Jinping e do Presidente russo, Vladimir Putin, terminou com uma declaração de 126 pontos, abordando temas como a guerra comercial desencadeada pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, a escalada de violência no Médio Oriente e a necessidade "urgente" de reformar as Nações Unidas, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. 

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8