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China contesta sanções impostas pelos EUA contra mais empresas chinesas

Um total de 28 entidades de países como Malta, Turquia e Singapura foi agora acrescentado à lista.

15 de abril de 2023 às 14:00

A China contestou este sábado as sanções dos EUA contra mais empresas chinesas pelas supostas tentativas de escaparem ao controlo norte-americano das exportações para a Rússia, considerando-as uma medida ilegal que ameaça as cadeias de abastecimento globais.

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos da América (EUA) colocou na quarta-feira mais cinco empresas com sede na China continental e em Hong Kong na sua lista de entidades sancionadas, impedindo-as de negociar com qualquer empresa norte-americana sem que previamente recebam uma licença especial muito difícil de obter.

Washington tem reforçado a aplicação de sanções contra empresas estrangeiras que considera estarem a apoiar a Rússia na sua guerra contra a Ucrânia, forçando-as a escolher entre negociar com Moscovo ou com os EUA.

Um total de 28 entidades de países como Malta, Turquia e Singapura foi agora acrescentado à lista.

Num comunicado divulgado este sábado, o Ministério do Comércio da China afirma que esta ação dos EUA "não tem base na lei internacional e não é autorizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas".

"É uma sanção unilateral típica e uma forma de 'jurisdição de braço longo' que prejudica seriamente os direitos e os interesses legítimos das empresas e afeta a segurança e a estabilidade da cadeia de abastecimento global. A China opõe-se firmemente a isso", refere.

Os EUA, acrescenta, "devem corrigir imediatamente estas irregularidades e interromper sua repressão irracional sobre as empresas chinesas".

O ministério refere que China "protegerá resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas".

As mais recentes sanções aplicadas foram contra as empresas Allparts Trading Co., Ltd.; Avtex Semiconductor Limited; ETC Electronics Ltda.; Maxtronic International Co., Ltd.; e STK Electronics Co., Ltd., registada em Hong Kong.

A lista identifica entidades -- essencialmente empresas -- que os EUA suspeitam que "estiveram envolvidas, estão envolvidas ou apresentam um risco significativo de estarem ou de virem a envolver-se em atividades contrárias à segurança nacional ou aos interesses da política externa dos Estados Unidos".

As entidades nomeadas foram designadas como "usuários militares finais" por "tentativa de burlar os controlos de exportação e adquirir ou de tentar adquirir produtos de origem americana para apoiar a base industrial militar e/ou de defesa da Rússia", afirma o Departamento de Comércio dos EUA.

O protesto chinês foi semelhante ao emitido em fevereiro, depois de os EUA anunciarem sanções contra a chinesa Changsha Tianyi Space Science and Technology Research Institute Co. Ltd., também conhecida como Spacety China.

O Departamento de Comércio norte-americano alegou que a empresa forneceu ao exército privado da Rússia Wagner Group imagens de satélite da Ucrânia, de forma a apoiar as suas operações militares. Uma subsidiária da Spacety China com sede em Luxemburgo foi também acusada.

Na altura, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China acusou os EUA de "intimidação frontal e dualidade de critérios" por sancionar suas empresas enquanto intensificava os esforços para fornecer armas defensivas à Ucrânia.

A China tem afirmado uma posição de neutralidade no conflito, mas tem apoiado a Rússia a nível político, retórico e económico, numa altura em que as nações ocidentais impuseram sanções punitivas e tentaram isolar Moscovo devido à invasão da Ucrânia.

Pequim recusou-se a condenar as ações da Rússia, criticou as sanções económicas ocidentais a Moscovo, manteve os laços comerciais e afirmou uma relação "sem limites" entre os países apenas algumas semanas antes da invasão russa.

No mês passado, o Presidente chinês, Xi Jinping, visitou Moscovo e a China anunciou, na sexta-feira, que o ministro da Defesa, Li Shangfu, irá à Rússia na próxima semana para reuniões com o homólogo Sergei Shoigu e outros oficiais militares.

No entanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Qin Gang, disse na sexta-feira que a China não venderá armas a algum dos lados do conflito, respondendo às preocupações ocidentais de que Pequim poderia fornecer assistência militar direta à Rússia.

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