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Cirurgião retira fígado em vez de baço a paciente e arrisca 15 anos de prisão por homicídio involuntário nos EUA

Médico de 44 anos admitiu estar "traumatizado para sempre" e descreveu a morte do paciente de 70 anos como "um acontecimento infeliz".

09 de maio de 2026 às 11:38

Um cirurgião do condado de Walton, estado da Florida, nos Estados Unidos, foi acusado de homicídio involuntário depois de ter retirado, alegadamente por engano, o fígado de um paciente em vez do baço durante uma operação, o que provocou a morte do homem na mesa de operações.

Thomas Shaknovsky, de 44 anos, enfrenta agora uma pena que pode chegar aos 15 anos de prisão e uma multa de até 10 mil dólares pela morte de William Bryan, de 70 anos, de acordo com o jornal The Guardian.

O caso ocorreu durante uma cirurgia no estado norte-americano da Florida e ganhou dimensão nacional depois de serem conhecidos detalhes do depoimento do médico às autoridades. Segundo documentos divulgados pela imprensa dos Estados Unidos, Shaknovsky admitiu estar "traumatizado para sempre" com o sucedido e descreveu a situação como "um acontecimento incrivelmente infeliz".

De acordo com o depoimento, o cirurgião retirou o fígado do paciente pensando tratar-se do baço. Depois da remoção do órgão, terá pedido a uma enfermeira para o identificar como "baço" e registou essa mesma informação nas notas pós-operatórias.

A operação complicou-se quando William Bryan começou a sofrer uma hemorragia e entrou em paragem cardíaca. A equipa médica realizou manobras de reanimação enquanto o cirurgião tentava localizar a origem da perda de sangue. "Não conseguia distinguir a diferença porque estava muito perturbado", afirmou Shaknovsky no depoimento.

A viúva da vítima, Beverly Bryan, avançou entretanto com um processo por negligência médica, acusando o médico de tentar ocultar o erro cirúrgico ao omitir referências à remoção do fígado.

Em abril, um júri formalizou a acusação de homicídio involuntário contra o cirurgião. As autoridades do condado de Walton consideram que as ações do médico causaram uma "perda catastrófica de sangue" que levou à morte do paciente.

Thomas Shaknovsky afirmou ainda que pensa no caso "todos os dias" e que terá de viver "para o resto da vida" com as consequências do erro.

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