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Clientes feitos reféns em café no centro de Sydney

Repórteres no local admitem tratar-se de uma ação associada ao grupo Estado Islâmico.

15 de dezembro de 2014 às 00:10

Diversas pessoas foram feitas esta manhã reféns no interior de um café no centro da cidade australiana de Sidney e uma bandeira islâmica foi colocada numa das janelas, referiram diversos 'media' locais e testemunhas.

A polícia encerrou parte do centro de Sidney junto ao centro financeiro, enquanto dezenas de polícias cercavam o Lindt Chocolat Cafe, com as imagens das televisões a mostrarem uma bandeira negra com inscrições em árabe presa numa janela.

Jornalistas no local referiram que cerca de 20 pessoas estão no interior do café, apesar de a polícia não ter confirmado no imediato o número de reféns. Contudo, de acordo com o site noticioso News.co.au, o CEO da Lindt diz que podem estar entre 40 a 50 pessoas no interior do estabelecimento.

Os responsáveis policiais referiram, no entanto, que estava em curso uma operação, enquanto testemunhas disseram ter escutado diversos ruídos semelhantes a disparos.

O espaço aéreo de Sydney ainda não foi fechado, mas alguns voos começam a ser desviados para outros locais. Algumas estradas, estações de metro, comboio e autocarro estão encerradas no centro da cidade.

Em comunicado, o primeiro-ministro Tony Abbot referiu-se a este incidente como sendo "muito preocupante".

O canal televisivo Channel 7 News, com os seus estúdios situados em frente ao café, referiu que pelo menos um homem armado mantinha diversos reféns. A estação de televisão interrompeu a sua programação e foi evacuada.

A Sydney Opera House, um ícone da cidade, também foi evacuado, com um porta-voz da polícia de Nova Gales do Sul a referir-se a um "incidente" e a confirmar uma "intervenção na ópera".

Alguns observadores identificaram a bandeira como a al-Raya, um símbolo genérico do islão e onde se refere "Não existe outro Deus senão Alá, e Maomé é o seu profeta".

A Austrália está em alerta máximo devido a eventuais ataques de cidadãos que regressam ao país após combaterem no Médio Oriente e as autoridades têm efetuado ultimamente diversos "raides" policiais de grande aparato nas principais cidades.

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