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Sequestro em café de Sydney causa três mortos

Sequestrador entre as vítimas. (Atualizada às 20h42)

15 de dezembro de 2014 às 07:38

Pelo menos três mortos, três reféns feridos e um polícia com ferimentos ligeiros foi o resultado do sequestro num café de Sydney, Austrália, que durou mais de 16 horas (teve início por volta das 0h00, hora de Lisboa), e no qual um homem manteve 17 pessoas reféns. 

A polícia tomou de assalto o estabelecimento, na sequência de explosões e disparos. Logo depois, as imagens transmitidas pelas televisões internacionais mostraram os paramédicos a socorrer feridos. O sequestro terminou com o assalto de comandos australianos, que terão abatido o sequestrador, de acordo com estações de televisão locais. 

O autor do sequestro é um iraniano de 49 anos chamado Man Monis, segundo avançam as autoridades locais. Monis foi, em abril deste ano, acusado de 40 crimes de abuso sexual. O clérigo muçulmano nasceu com o nome Manteghi Bourjerdi, no Irão, e viajou para a Austrália em 1996 como refugiado. Nessa altura, passou a chamar-se Man Haron Monis, assumindo o título de Sheikh Haron.

Monis é conhecido por enviar cartas ofensivas para as famílias dos soldados australianos que morreram em combate e foi acusado de 40 crimes de agressão sexual, numa altura em que se auto-proclamava "curandeiro espiritual". Além disso, é suspeito de ter matado a sua ex-mulher.

Esta segunda-feira, Monis informou as pessoas que sequestrou no café de Sydney – e cujo número ainda é indeterminado – que tinha na sua posse duas bombas e que mais duas teriam sido colocadas no centro financeiro da cidade. 

Durante o sequestro foi colocada numa janela do café uma bandeira preta com inscrições em árabe, que especialistas identificaram como a 'al-Raya', um símbolo genérico do islão em que a inscrição significa "Não existe outro Deus senão Alá e Maomé é o seu profeta". A comunidade muçulmana australiana já se veio demarcar da ação de Monis.

Para além do sequestrador, um homem de 34 anos e uma mulher de 38 morreram neste sequestro.

Pelo menos doze reféns saíram do café

Ao longo do dia, alguns reféns têm saído do café. Desconhece-se se fugiram ou se foram libertados. P

elo menos doze pessoas, seis mulheres e 

 homens, saíram do estabelecimento. 

"Eu posso-vos confirmar que temos um criminoso armado nas instalações, que detém um número indeterminado de reféns na cidade, na zona de Martin Place", disse o comissário da polícia de Nova Gales do Sul, Andrew Scipione, em conferência de imprensa.

O mesmo responsável informou que nenhum contacto foi estabelecido com o sequestrador.

Polícia confirma que sequestrador "agiu sozinho"

A polícia australiana confirmou que 17 pessoas foram mantidas como reféns dentro do interior do café em Sydney, informando ainda que o sequestrador, um refugiado iraniano, agiu sozinho.

"Foi um ato individual. Isto não deve nunca destruir ou mudar a nossa vida", disse o comissário da polícia da província Nova Gales do Sul, Andrew Scipione, numa conferência de imprensa.

Em declarações à comunicação social, o comissário confirmou que o sequestrador manteve no interior do café, localizado numa área pedonal localizada no centro financeiro da maior cidade australiana, um total de 17 reféns. Andrew Scipione precisou que o sequestrador e dois reféns morreram e que outras quatro pessoas sofreram ferimentos na sequência da intervenção das forças policiais.

"Cerca das 02h10 [terça-feira de madrugada na Austrália] ocorreu um confronto entre a polícia e o homem que manteve como reféns um conjunto de pessoas dentro de um café em Martin Place", explicou o comissário. "Tiros foram disparados durante o confronto", acrescentou.

Brasileira entre os reféns

Uma brasileira está entre as pessoas mantidas como reféns num café na cidade australiana de Sydney, noticiou a imprensa brasileira, citando a família de Márcia Mikhael.

Refém divulga exigências do sequestrador no Facebook

Marcia Mikhael, uma das reféns do sequestrador de Sydney, conseguiu publicar na sua página de Facebook e revelou que o homem armado já começou com as ameaças de morte. "Família e queridos amigos, estou no Lindt Café, no Martin Place, como refém de um membro do Estado Islâmico. O homem que nos mantém reféns fez pequenos pedidos que ainda não foram satisfeitos. Agora está a ameaçar matar-nos", escreveu Marcia Mikhael.

Publicação de Marcia Mikhael no Facebook

Para além de avisar os familiares e amigos, Marcia revelou as exigências que estão a ser feitas pelo sequestrador. "Enviar uma bandeira do Estado Islâmico para o café e alguém será libertado; Falar com Tony Abbott e cinco pessoas serão libertadas; Os meios de comunicação devem dizer aos seus dois irmãos para não explodirem bombas. Há mais duas na cidade", acrescentou a refém no Facebook.

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